Na B3, os contratos futuros encerraram o dia com leve alta
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho registrou ajustes nas principais bolsas nesta quinta-feira, refletindo a combinação de fatores internos e externos que influenciam a formação de preços. O cenário foi marcado por variações moderadas e negociações ainda travadas no mercado físico.
Segundo informações da TF Agroeconômica, o milho negociado na B3 fechou em baixa, acompanhando o recuo do dólar e das cotações em Chicago. Apesar da semana reduzida, os preços permaneceram muito próximos dos níveis anteriores. O mercado segue com baixa liquidez, já que produtores limitam a oferta e concentram atenção nos trabalhos com a soja, aguardando oportunidades melhores para comercialização do cereal. Do lado comprador, há tentativas de melhorar as ofertas, mas os negócios avançam lentamente.
Dados do Cepea indicam que a valorização observada no início do mês em algumas regiões paulistas vem se estendendo para outras praças acompanhadas pela instituição. O movimento é sustentado pela retração dos produtores, que reduzem as vendas no mercado spot, enquanto compradores relatam dificuldade nas negociações diante da menor disponibilidade e dos valores mais elevados pedidos pelos vendedores.
Na B3, os contratos futuros encerraram o dia com leve alta nos principais vencimentos. Março de 2026 fechou a R$ 71,29, com avanço diário de R$ 0,34 e ganho semanal de R$ 0,54. Maio de 2026 terminou a R$ 70,48, alta de R$ 0,09 no dia e de R$ 0,13 na semana. Julho de 2026 encerrou a R$ 68,65, estável no dia e com elevação semanal de R$ 0,25.
Em Chicago, o milho teve desempenho misto, pressionado por incertezas envolvendo o E15 e pela migração de área para a soja. O contrato de março recuou 0,29%, a 425,75 centavos de dólar por bushel, enquanto maio caiu 0,11%, a 436,25 centavos.