Sexta-Feira, 20 de Março, 2026 Acesse nosso Instagram
20-02-2026

El Niño deve desafiar ainda mais a horticultura brasileira em 2026

O ano de 2026 começa com uma importante virada no padrão climático brasileiro. A passagem de um curto e moderado fenômeno La Niña para um El Niño mais persistente deve alterar significativamente o ambiente produtivo da horticultura nacional.

De acordo com a equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea, o clima favorável registrado em 2025 — com chuvas bem distribuídas e temperaturas adequadas — garantiu bons resultados de produtividade. Contudo, o novo cenário para 2026 impõe maior complexidade à produção, exigindo atenção redobrada à gestão técnica e financeira.

Temperaturas mais altas e chuvas irregulares

As projeções indicam que o país enfrentará temperaturas médias mais elevadas e mudanças significativas no regime de chuvas a partir do inverno. Esses efeitos devem variar conforme a região e o tipo de cultivo, reforçando que o impacto do El Niño não é uniforme entre frutas e hortaliças.

Enquanto algumas áreas podem ter excesso de umidade, outras podem sofrer com estiagens prolongadas. Essa disparidade climática demandará uma leitura regional mais apurada e estratégias adaptadas à realidade de cada produtor.

Desafios fitossanitários e pressão nos custos

Segundo pesquisadores da Hortifruti Brasil, o aumento das temperaturas tende a intensificar problemas fitossanitários, acelerar os ciclos produtivos e reduzir a qualidade dos produtos, sobretudo quando combinado ao excesso de chuvas.

Nas regiões com menor disponibilidade de água, o custo da irrigação deve se tornar um fator ainda mais relevante, afetando diretamente a viabilidade da produção. Além disso, o histórico recente mostra que altos índices de produtividade não garantem maiores lucros: oferta elevada, perdas de qualidade e custos crescentes podem comprometer as margens dos produtores, como ocorreu em 2025.

Planejamento técnico será essencial em 2026

Diante desse novo panorama, especialistas reforçam a importância de monitoramento climático contínuo, manejo mais preciso, escalonamento dos plantios e avaliação rigorosa de riscos. Essas medidas serão decisivas para preservar a produtividade, a qualidade e a rentabilidade da horticultura brasileira ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Veja Mais
MS registra taxa de desocupação de 2,4% no último trimestre de...
Preços de Frango e Ovos se Mantêm Estáveis...
Produção de Tomate no Brasil Bate Recorde em 2025...
Exportações de Algodão Devem Manter o Brasil Entre os Líderes...
Açúcar recua nas bolsas internacionais enquanto mercado domést...
Região Sul lidera colheita da soja em Mato Grosso do Sul...
Mercado de algodão registra estabilidade de preços...
Mercado de leite deve passar por fase de reequilíbrio e ajustes ...
Café recupera parte das perdas e encerra semana em alta nas bols...
Milho recua na B3 em sintonia com Chicago...
Mais vistos