Em Santa Catarina, a colheita avança e aumentam as ofertas de trigo local
Agrolink - Leonardo Gottems
O trigo segue travado no Sul do país em meio ao feriado nos EUA e à distância entre compradores e vendedores. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado gaúcho ficou parado na quinta-feira, reflexo da ausência das cotações de Chicago devido ao feriado de Ação de Graças. Sem essa referência e com moinhos praticamente parados, o produtor segurou a venda e o armazenador também manteve a postura defensiva, à espera de uma reação nos preços. As ofertas dos moinhos continuam entre R$ 1060 e R$ 1130 CIF, enquanto a exportação indica valores mais baixos, ao redor de R$ 1035 FOB. A pedra em Panambi permaneceu em R$ 55,00.
Relatórios da Emater mostram colheita acelerada no Rio Grande do Sul, com 88 por cento da área já retirada e produtividade média de 3.261 kg por hectare. A variação regional, ligada ao manejo e às intempéries, ficou entre 2.000 e 4.000 kg por hectare. A qualidade caiu levemente, mas o peso hectolitro permanece perto de 78, dentro dos padrões de comercialização.
Em Santa Catarina, a colheita avança e aumentam as ofertas de trigo local, mas os negócios seguem difíceis. Vendedores pedem R$ 1200 por tonelada FOB, enquanto compradores ofertam entre R$ 1100 e R$ 1150. A maior parte das cargas ainda vem do Rio Grande do Sul. Os preços pagos aos triticultores seguem estáveis, com valores entre R$ 61 e R$ 64,25 por saca conforme a praça.
No Paraná, o mercado local mantém lenta trajetória de alta. Os moinhos oferecem R$ 1200 CIF em Curitiba e Campos Gerais, com negócios concentrados em janeiro. A qualidade do trigo colhido após as chuvas oscila entre tipos 1, 2 e 3. Os preços ao produtor subiram 0,32 por cento na semana, alcançando média de R$ 64,03, enquanto o custo variável calculado pelo Deral está em R$ 74,63. Para a TF Agroeconômica, o prejuízo é reflexo do momento de venda, destacando que o mercado futuro já deu chance de lucro superior a 30 por cento.