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18-01-2025

Mercado de arroz no Brasil enfrenta transição com baixa liquidez e negociações limitadas

O mercado brasileiro de arroz atravessa um momento de transição caracterizado por cautela entre os produtores e baixa liquidez nas negociações. De acordo com Evandro Oliveira, analista da Safras & Mercado, as indústrias estão suficientemente abastecidas para atender à demanda pontual do início do ano, enquanto os produtores têm mostrado pouca disposição para negociar, preferindo aguardar condições mais favoráveis. As vendas, portanto, têm se limitado a situações em que há necessidade imediata de liquidez.

Esse comportamento reflete-se na estabilidade dos preços, que variam entre R$ 94,50 por saca na região da Depressão Central e R$ 105,50 nas planícies, com a Fronteira Oeste apresentando uma média de R$ 102,00 por saca. No Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país, a safra avança com perspectivas positivas, favorecida por condições climáticas adequadas, como alta incidência de radiação solar, especialmente nas lavouras em fase reprodutiva.

Condições climáticas e diversificação da produção

Enquanto o Rio Grande do Sul apresenta bom desenvolvimento das lavouras, algumas regiões enfrentam desafios. No Nordeste e no Mato Grosso do Sul, a baixa umidade do solo preocupa, enquanto Santa Catarina e Paraná se beneficiam de chuvas recorrentes, o que contribui para o potencial produtivo.

Além disso, iniciativas para diversificar a produção ganham destaque no cenário nacional. Um exemplo é o cultivo de arroz em áreas de sequeiro na Zona da Mata de Minas Gerais, promovido pela Emater/MG. Essas ações visam fortalecer a agricultura familiar e estimular o desenvolvimento econômico regional.

Impactos esperados com o avanço da colheita

Com o avanço da colheita nas próximas semanas, especialmente no Rio Grande do Sul, espera-se um aumento na oferta de arroz. Esse movimento deverá gerar desafios para o equilíbrio entre oferta e demanda, podendo exercer pressão sobre os preços. Entretanto, também abrirá oportunidades para o mercado interno e externo.

Segundo o analista Evandro Oliveira, as condições climáticas favoráveis em regiões-chave e os esforços para incentivar o cultivo em diferentes áreas do país devem contribuir para um crescimento significativo da produção nesta safra.

Cotações e variações de preços

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) encerrou a semana cotada a R$ 100,54, registrando alta de 0,70% em relação à semana anterior. Porém, houve uma leve queda de 0,30% em comparação ao mês anterior e retração de 23,31% em relação ao mesmo período de 2023.

Em Mostardas, na Planície Costeira Externa do estado, os preços variaram entre R$ 99,00 e R$ 107,00 por saca de 50 kg. Já em Água Boa, no Mato Grosso, as cotações oscilaram entre R$ 112,00 e R$ 126,00 por saca de 60 kg.

O mercado, portanto, segue em compasso de espera, com a expectativa de que as próximas semanas sejam decisivas para definir os rumos da safra e as estratégias de comercialização no cenário interno e externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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