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03-02-2025

Brasil bate recorde de exportação de açúcar em 2024, mas cenário para 2025 é incerto

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de açúcar, registrou um desempenho recorde em 2024, tanto em volume exportado quanto em receita. Apesar dos incêndios florestais que afetaram áreas significativas dos canaviais no ano passado, o setor conseguiu ampliar os embarques e a arrecadação com a commodity.

A trajetória de crescimento das exportações começou em 2022, quando o país enviou ao exterior 27,25 milhões de toneladas de açúcar, gerando uma receita de US$ 11,01 bilhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em 2023, o volume subiu 14,8%, alcançando 31,28 milhões de toneladas, e o faturamento cresceu 43%, atingindo US$ 15,75 bilhões.

Já em 2024, o Brasil bateu novos recordes, exportando 38,23 milhões de toneladas de açúcar e arrecadando US$ 18,60 bilhões, um aumento de 22,2% no volume e de 18% na receita em relação ao ano anterior.

Fatores que impulsionaram o crescimento

De acordo com Giovani Ferreira, diretor do Canal Rural Sul, a receita cambial poderia ter sido ainda maior, mas houve uma leve redução no valor pago por tonelada, que passou de US$ 500 em 2023 para cerca de US$ 490 no ano passado.

Entre os fatores que favoreceram o crescimento das exportações brasileiras, Ferreira destaca os problemas na safra da Índia, um dos principais produtores e consumidores globais de açúcar. O país asiático ainda não conseguiu se recuperar das seguidas quebras de produção, o que contribuiu para a maior demanda pelo produto brasileiro.

Expectativas para 2025

Apesar do desempenho expressivo de 2024, as projeções indicam que o Brasil dificilmente conseguirá repetir ou superar os números alcançados. Ferreira ressalta que, em janeiro de 2024, foram exportadas 3,16 milhões de toneladas, enquanto nos primeiros 20 dias úteis de janeiro de 2025 o volume foi de apenas 1,7 milhão de toneladas.

Para este ano, a expectativa é de que as exportações brasileiras fiquem entre 35 e 36 milhões de toneladas, abaixo da marca recorde do ano anterior, devido à menor oferta nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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