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03-09-2025

Usinas ligadas a esquema do PCC processam 2,5% da cana do Centro-Sul, aponta BTG

Segundo estimativas do BTG Pactual, unidades mencionadas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) moem cerca de 16 milhões de toneladas de cana por safra

Participação das usinas no setor sucroenergético

As usinas citadas em denúncia do MP-SP por suposto envolvimento em fraudes e lavagem de dinheiro associadas ao PCC representam, juntas, 2,5% da moagem de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil. O volume processado por essas unidades chega a 16 milhões de toneladas por safra, segundo relatório dos analistas Thiago Duarte e Guilherme Gutilla, do BTG.

Denúncia envolve compra de usinas e repasses suspeitos

De acordo com a acusação, o empresário Mohamad Hussein Mourad, apontado como ligado ao PCC, adquiriu as usinas Itajobi e Carolo por meio de fundos de investimento, além de ser investigado por possível participação na compra da Usina Rio Pardo.

O MP-SP também citou as usinas Furlan e Comanche, que teriam adotado práticas suspeitas, como sobrepreço na compra de cana e repasses de valores para empresas ligadas ao ecossistema da facção criminosa. A Goiás Bioenergia também foi mencionada na denúncia.

Na última quinta-feira (28/8), o MP-SP informou que realizava a “tomada de usinas” em uma megaoperação, sem detalhar quais unidades estavam sob investigação ou de que forma a ação estava sendo conduzida.

Possíveis impactos no mercado de açúcar e etanol

Para o BTG, os efeitos da operação sobre a oferta de açúcar e etanol no Brasil dependem da capacidade dessas usinas de manter o processamento de cana. Os analistas não descartam a possibilidade de que parte da matéria-prima das unidades investigadas seja redirecionada para usinas que não estejam relacionadas ao esquema.

Repercussão no mercado financeiro

A megaoperação teve reflexo imediato na Bolsa de Valores. Na quinta-feira (28/8), ações de empresas do setor sucroenergético registraram alta na B3, movimento que continuou na sexta-feira (29/8).

Receita Federal não descarta novas usinas envolvidas

Em coletiva realizada na quinta-feira, Márcia Meng, superintendente da 8ª Região Fiscal da Receita Federal, afirmou que outras usinas também podem estar ligadas às práticas criminosas do PCC. No entanto, ela não especificou quais seriam essas unidades.

Fonte: Portal do Agronegócio

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