O contrato de soja com vencimento em janeiro fechou em alta
Agrolink - Leonardo Gottems
A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou o pregão desta sexta-feira de forma mista, em um ambiente de cautela do mercado à espera dos próximos dados oficiais de oferta e demanda. Segundo análise da TF Agroeconômica, os movimentos moderados refletiram a atenção dos operadores ao relatório mensal do USDA, previsto para a próxima semana.
O contrato de soja com vencimento em janeiro fechou em alta de 0,14%, a US$ 10,48 por bushel, enquanto o março avançou 0,12%, cotado a US$ 10,62 por bushel. No complexo, o farelo de soja para janeiro recuou 0,13%, encerrando a US$ 300 por tonelada curta, ao passo que o óleo de soja registrou valorização de 0,47%, com fechamento em US$ 49,26 por libra-peso.
Apesar das oscilações ao longo da primeira semana cheia do ano, a soja acumulou desempenho positivo no período. A leitura predominante no mercado é de que os ajustes diários refletem a postura defensiva dos investidores antes da divulgação do WASDE, em meio à expectativa de aumento dos estoques norte-americanos. Esse cenário está associado à demanda mais fraca em 2025, que apresenta retração de 28% até o momento.
Algumas compras pontuais ainda sustentaram o mercado, como a venda de 198 mil toneladas para destino não informado registrada nesta sexta-feira. Ainda assim, permanece a percepção de que, a partir de fevereiro, a demanda internacional deve se concentrar na soja brasileira. Esse movimento é reforçado pela estratégia da estatal chinesa Sinograin, que anunciou a oferta de até 1,1 milhão de toneladas ao mercado interno em meados de janeiro, com o objetivo de conter preços e atender à demanda doméstica.
Com isso, a soja encerrou a semana com alta acumulada de 1,60%, enquanto o farelo avançou 2,64% e o óleo de soja registrou ganho de 0,75%, considerando os contratos com vencimento em março de 2026.