Nesse contexto, os contratos futuros negociados na B3 encerraram o dia em baixa
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho registrou recuo nas cotações nesta terça-feira, refletindo um ambiente de ampla oferta e menor pressão compradora tanto no Brasil quanto no exterior. Segundo análise da TF Agroeconômica, a B3 acompanhou o movimento da bolsa americana após a confirmação de uma safra recorde nos Estados Unidos.
A grande disponibilidade global reduz a atuação dos compradores internacionais e contribui para aliviar a demanda no mercado interno. Ao mesmo tempo, o início das colheitas do milho de primavera e da soja intensifica os desafios logísticos. A necessidade de capitalização dos produtores para a colheita e a busca dos armazéns por espaço para receber a nova safra ampliam a oferta de grãos no curto prazo, pressionando os preços.
Nesse contexto, os contratos futuros de milho negociados na B3 encerraram o dia em baixa. O vencimento janeiro de 2026 fechou a R$ 68,55, com recuo diário e semanal. O contrato março de 2026 terminou cotado a R$ 71,79, acumulando perdas mais expressivas na semana, enquanto o vencimento maio de 2026 fechou a R$ 70,99, também com queda no dia e no acumulado semanal.
Em Chicago, o milho seguiu a mesma trajetória negativa, com o mercado tentando absorver os números considerados recordes para oferta e estoques. As cotações foram fortemente impactadas pelos relatórios de oferta e demanda e de estoques trimestrais divulgados pelo USDA. Analistas do mercado internacional avaliaram que os dados mostraram maior volume remanescente da safra anterior e uma projeção histórica de produção para 2026, o que reforça a pressão baixista. Com esse cenário, os preços do cereal voltaram a testar níveis mais baixos, atingindo o menor patamar dos últimos três meses.