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19-01-2026

Oferta limitada impulsiona preços do feijão em janeiro; carioca lidera as valorizações, aponta Cepea

Os preços do feijão carioca e preto registram aumento neste início de ano, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O destaque vai para o feijão carioca, que apresentou valorização praticamente generalizada em todas as praças acompanhadas pelo centro de pesquisa.

De acordo com o Cepea, o principal fator para o avanço das cotações é a menor oferta disponível no mercado. A escassez de produto tem elevado o preço nas negociações entre produtores e atacadistas, mesmo diante de uma demanda ainda cautelosa no varejo.

Oferta restrita limita ritmo de negócios

Apesar da alta, os agentes de mercado seguem atuando com prudência, monitorando a capacidade do consumidor em absorver os reajustes. O comportamento mais conservador reflete a combinação entre queda na produção da primeira safra e movimento de reposição mais lento no comércio.

Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado continua ajustando-se ao cenário de oferta restrita e demanda controlada, o que mantém o equilíbrio instável entre preços e volume disponível.

Atraso na colheita reforça pressão sobre os preços

No campo, o andamento da primeira safra de feijão 2025/26 segue atrasado. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 10 de janeiro, cerca de 80,4% da área nacional havia sido semeada. A colheita atingia apenas 16,5% da área total, percentual inferior ao verificado no mesmo período do ano passado (24,8%) e também abaixo da média dos últimos cinco anos (28,7%).

Esse atraso tem contribuído para a redução da oferta imediata, o que reforça o movimento de alta nas cotações observadas neste início de 2026.

Produção nacional deve cair levemente, diz Conab

Embora a Conab tenha elevado em 1,4% sua estimativa de produção nacional de feijão em relação ao relatório anterior, o volume projetado para a safra 2025/26, de 3,05 milhões de toneladas, ainda é 0,5% inferior ao registrado na temporada anterior (2024/25).

O cenário indica que, mesmo com ajustes positivos pontuais, o mercado deve permanecer sensível à oferta limitada até o avanço das colheitas regionais, especialmente nas principais áreas produtoras do Paraná, Minas Gerais, Goiás e Bahia.

Perspectivas para o setor

Com a colheita atrasada e o consumo doméstico estável, o mercado de feijão deve seguir com preços firmes nas próximas semanas, até que o avanço da colheita alivie a escassez no atacado.

Analistas apontam que a demanda por feijão carioca, tradicional nas mesas brasileiras, tende a sustentar os preços no curto prazo, enquanto o feijão preto pode apresentar variações moderadas conforme o ritmo das entregas e a disponibilidade regional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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