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19-01-2026

Acordo Mercosul–União Europeia pode gerar economia de R$ 1,3 bilhão ao suco de laranja brasileiro

A assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, ocorrida no último sábado (17), no Paraguai, representa um avanço significativo para o setor exportador de sucos cítricos do Brasil.

De acordo com estimativas da Associação Nacional da Indústria Exportadora de Sucos Cítricos (CitrusBR), o pacto poderá gerar economia tarifária acumulada de cerca de R$ 1,3 bilhão (US$ 250 milhões) nos primeiros cinco anos de vigência, resultado da redução gradual das tarifas de importação aplicadas ao suco de laranja brasileiro.

Segundo a CitrusBR, o cálculo considera o cronograma de desgravação tarifária firmado entre os blocos e os dados de exportação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

“Analisamos o preço médio e o volume exportado nos últimos dez anos, projetando os descontos anuais para estimar o impacto da redução de impostos”, explica Ibiapaba Netto, diretor-executivo da entidade.

Redução tarifária será gradual e pode chegar a zero em até 10 anos

Após a entrada em vigor do acordo, os três principais tipos de suco de laranja exportados pelo Brasil para a Europa terão um cronograma progressivo de redução tarifária, até atingirem tarifa zero em um período de sete a dez anos.

“Em apenas cinco anos, já deveremos ter uma tarifa 50% menor do que a atual, o que representa um ganho expressivo de competitividade para o produto brasileiro”, ressalta Netto.

Expectativa é de aprovação ainda em 2026

O executivo lembra, no entanto, que o acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelo Congresso Nacional antes de entrar em vigor.

“Como se trata de um tema de interesse mútuo, há expectativa de que o processo seja concluído ainda este ano, permitindo que as novas tarifas passem a valer em 2026”, afirma o representante da CitrusBR.

Perspectivas positivas para o setor citrícola

A indústria de sucos cítricos avalia que o acordo trará benefícios duradouros à cadeia produtiva, aumentando o acesso a mercados estratégicos e reforçando o papel do Brasil como maior exportador global de suco de laranja.

Além da redução de custos, o entendimento entre os blocos tende a fortalecer a competitividade internacional e estimular novos investimentos no setor agroindustrial.

Fonte: Portal do Agronegócio

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