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22-01-2026

Conversas entre EUA e China Impulsionam Alta do Milho em Chicago; B3 Opera com Oscilações

Milho Avança em Chicago com Perspectiva de Maior Demanda

Os preços futuros do milho iniciaram esta quinta-feira (22) em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo novos sinais de demanda global e otimismo com o avanço das conversas entre Estados Unidos e China. Por volta das 10h05 (horário de Brasília), os principais contratos do cereal apresentavam ganhos moderados.

O contrato março/26 era negociado a US$ 4,23 por bushel, alta de 1,25 ponto, enquanto o maio/26 subia para US$ 4,31. Já os contratos de julho/26 e setembro/26 eram cotados a US$ 4,37 e US$ 4,36, respectivamente, com valorização entre 0,75 e 1 ponto.

Segundo o portal internacional Successful Farming, a recuperação dos preços foi sustentada por notícias positivas envolvendo relações comerciais entre Washington e Pequim, reacendendo o interesse dos investidores por commodities agrícolas.

Conversas Diplomáticas Reforçam Expectativa de Vendas

O avanço do milho em Chicago está ligado às conversas recentes entre o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, realizadas na última terça-feira.

De acordo com o analista Tony Dreibus, da Successful Farming, a reunião teve como um dos objetivos ampliar as exportações de grãos norte-americanos para a China, com destaque para soja e milho. Bessent também mencionou a possibilidade de um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, previsto para abril de 2026, o que pode fortalecer ainda mais os laços comerciais entre os países.

Apesar da sinalização positiva, o analista pondera que ainda serão necessárias novas rodadas de negociações antes que qualquer acordo efetivo seja formalizado.

B3 Opera com Oscilações e Volatilidade nos Contratos

Enquanto o mercado internacional reage com otimismo, o mercado brasileiro de milho iniciou o dia com movimentações mistas na Bolsa Brasileira de Mercadorias (B3).

Por volta das 10h14, as cotações variavam entre R$ 67,91 e R$ 69,24 por saca. O contrato março/26 recuava 0,73%, cotado a R$ 69,24, e o maio/26 apresentava queda de 0,84%, a R$ 68,57. Já o julho/26 e o setembro/26 registravam pequenos ganhos de 0,10% e 0,01%, sendo negociados a R$ 68,21 e R$ 67,91, respectivamente.

A volatilidade nas cotações reflete o equilíbrio entre a pressão da oferta doméstica e as expectativas de retomada das exportações, além da influência do câmbio e das projeções de safra no Brasil.

Perspectivas para o Mercado

O mercado do milho segue atento às negociações comerciais internacionais, ao comportamento do dólar e ao andamento da colheita da safra de verão no Brasil. Analistas indicam que a tendência de curto prazo dependerá da confirmação de novas compras chinesas e do impacto do clima nas lavouras brasileiras.

Com os estoques ainda ajustados e a produção mundial sob influência de fatores climáticos, o milho pode manter leve suporte nos preços internacionais, caso o diálogo entre EUA e China evolua positivamente nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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