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27-01-2026

Suíno vivo acumula queda em janeiro e amplia pressão sobre produtor

Os preços do suíno vivo seguem em trajetória de queda na segunda quinzena de janeiro, conforme apontam os Indicadores do Suíno Vivo Cepea/Esalq. Na última sexta-feira (23), todas as principais praças acompanhadas pelo centro de pesquisas registraram recuo diário e perdas expressivas no comparativo mensal, refletindo um cenário de pressão sobre a rentabilidade do produtor.

Em São Paulo, o indicador posto foi cotado a R$ 7,87/kg, com baixa de 0,63% no dia e retração acumulada de 11,67% no mês. Santa Catarina, referência nacional na produção suinícola, apresentou um dos recuos mensais mais intensos, com desvalorização de 10,42%, a R$ 7,48/kg na modalidade a retirar. Minas Gerais registrou preço de R$ 7,63/kg, queda diária de 1,68% e perda mensal de 9,49%.

No Paraná, o indicador ficou em R$ 7,54/kg, com recuo de 1,31% no dia e de 8,83% no mês. Já no Rio Grande do Sul, o preço foi de R$ 7,65/kg, com variação negativa diária de 0,91% e queda mensal de 7,83%. Segundo o Cepea, os valores refletem o preço recebido pelo produtor, à vista, em reais por quilo.

No mercado atacadista, os preços da carcaça suína especial negociados na Grande São Paulo permanecem estáveis desde o dia 21 de janeiro. Em 23 de janeiro, a média foi mantida em R$ 11,68/kg, sem variação diária, mas ainda acumulando queda de 9,18% no mês. O movimento indica que, apesar da estabilidade recente, o atacado já incorporou parte significativa do ajuste observado desde o início do ano.

A análise mensal dos indicadores do suíno vivo reforça o quadro de enfraquecimento dos preços. Em dezembro de 2025, os valores médios

já haviam recuado em relação aos meses anteriores, com São Paulo a R$ 8,84/kg e Santa Catarina a R$ 8,30/kg. Em comparação com setembro, quando os preços superavam R$ 9,00/kg em algumas praças, o ajuste negativo é ainda mais evidente.

De acordo com o Cepea, a combinação de oferta elevada, consumo doméstico ainda limitado e dificuldade de repasse ao longo da cadeia segue como principal fator de pressão sobre as cotações do suíno vivo neste início de ano, exigindo cautela dos produtores e atenção redobrada aos custos de produção.

Fonte: O Presente Rural

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