O mercado catarinense de milho segue sem reação
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho no Rio Grande do Sul segue com baixa fluidez neste início de ano, segundo informações da TF Agroeconômica. “Mesmo com o avanço da colheita, os compradores mantêm postura cautelosa e as referências continuam amplas, entre R$ 58,00 e R$ 72,50/saca. O preço médio estadual recuou 1,40% na semana, passando de R$ 62,27 para R$ 61,40/saca, segundo a Emater, refletindo o aumento da oferta disponível e a ausência de uma demanda mais firme no mercado spot”, comenta.
O mercado catarinense de milho segue sem reação neste início de 2026. “As indicações de venda continuam próximas de R$ 80,00/saca, enquanto os compradores permanecem ativos ao redor de R$ 70,00/saca, mantendo o impasse e a liquidez bastante limitada no mercado spot. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados ocorrem entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem alteração relevante no comportamento regional”, completa.
Enquanto isso, o mercado segue travado, com preços irregulares e início lento da safra no Paraná. “As indicações de venda seguem próximas de R$ 75,00/saca, enquanto os compradores permanecem ao redor de R$ 70,00/saca CIF, prolongando o impasse e mantendo a liquidez baixa no mercado spot, com negócios pontuais e sem força para alterar o cenário gera”, indica.
Pressão de oferta retoma perdas apesar do suporte da bioenergia no Mato Grosso do Sul. “Os preços agora variam entre R$ 54,00 e R$ 56,00/saca, refletindo um ambiente ainda cauteloso e negociações pontuais no spot. A maior desvalorização foi observada em Maracaju, enquanto Chapadão do Sul apresentou a menor queda, indicando diferenças regionais na intensidade da pressão, mas sem melhora relevante da liquidez”, informa.