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30-01-2026

Safra de laranja 2026/27 inicia em alerta com produtividade incerta

O início da safra de laranja no Brasil para o ciclo 2026/27 chega cercado de incertezas. Produtores e analistas apontam que condições climáticas irregulares, volumes de chuva abaixo da média e efeitos de safras anteriores podem afetar a produtividade nos pomares. O setor segue atento, diante do impacto direto sobre a produção de suco e a exportação da fruta.

Condições climáticas influenciam desenvolvimento dos frutos

Segundo o relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA, os pomares apresentam cargas menores de frutos em relação ao ciclo anterior, reflexo das condições climáticas no fim de 2025, que prejudicaram o pegamento e o enchimento das frutas, mesmo após uma florada intensa.

Em janeiro, o retorno das chuvas trouxe alívio, favorecendo a formação dos frutos e permitindo alguma recuperação no início do ciclo. Ainda assim, a expectativa é que a safra seja inferior à anterior, que já havia registrado volumes reduzidos.

Produção global e perspectivas para o Brasil

De acordo com estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deve colher cerca de 330 milhões de caixas na safra 2026/27, um aumento de aproximadamente 3,7% em relação às projeções anteriores. A recuperação depende da manutenção de condições climáticas favoráveis nos próximos meses.

Enquanto isso, a produção nos Estados Unidos deve continuar em níveis historicamente baixos, especialmente na Flórida, principal estado produtor. O cenário mantém o Brasil como o principal fornecedor global de laranja e suco, reforçando a relevância do país no comércio internacional.

Mercado internacional: preços e demanda

O mercado global de laranja e suco ainda sente os efeitos da menor oferta mundial, sustentando os preços internacionais. Em 2025, o volume de embarques brasileiros apresentou queda, influenciado pela redução da safra e por menor demanda em mercados-chave como Europa e Japão.

Apesar disso, a tendência é que o Brasil mantenha sua posição de liderança no fornecimento global, com possibilidade de recuperação parcial das exportações, caso a produção da nova safra se confirme e os estoques sejam gerenciados de forma eficiente.

Cenário econômico e influência do Banco Central

No plano macroeconômico, o Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 15% ao ano, decisão que busca equilibrar o controle da inflação com o desempenho da economia. O setor agrícola acompanha de perto a política monetária, uma vez que o custo do crédito influencia diretamente investimentos, plantio e colheita.

A autoridade monetária sinalizou uma possível redução gradual da Selic a partir de março de 2026, caso a inflação siga controlada. Esse movimento poderia aliviar parcialmente os custos de financiamento para produtores de laranja e indústrias de suco.

Expectativa para os próximos meses

Produtores e analistas seguem monitorando o clima e a evolução dos frutos, etapa crucial para que a produtividade se concretize. Além disso, a gestão de estoques e o acesso a crédito continuam sendo determinantes para mitigar riscos diante de um ciclo que ainda se apresenta desafiador.

O setor aguarda condições climáticas estáveis e volumes de chuva regulares para que a safra recupere parte das perdas e mantenha a competitividade no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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