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30-01-2026

Frango perde competitividade frente à suína, mas segue mais barato que a bovina

O mercado brasileiro de proteínas iniciou 2026 com mudanças significativas. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a carne de frango perdeu competitividade em relação à carne suína, embora continue mais barata que a bovina.

Em janeiro, tanto o frango quanto o suíno apresentaram queda nas cotações no atacado da Grande São Paulo, movimento que segue o padrão sazonal de enfraquecimento da demanda no início do ano. Já a carne bovina manteve estabilidade, sustentada pela oferta limitada de animais prontos para o abate.

Frango e suíno sentem os efeitos da oferta e da demanda

De acordo com pesquisadores do Cepea, o primeiro mês do ano costuma registrar menor consumo interno de carnes, o que exerce pressão sobre os preços das proteínas de frango e suína. Em 2026, a retração foi mais intensa para o mercado de carne suína, com quedas próximas de 20% nos preços brutos, reduzindo sua competitividade frente ao frango.

Para a carne de frango, o aumento da produção interna e a manutenção da demanda internacional influenciaram as cotações, que ainda garantem à proteína a posição de opção mais acessível ao consumidor brasileiro.

Carne bovina mantém firmeza e pressiona inflação

Em contrapartida, a carne bovina tem apresentado comportamento distinto no início de 2026. Os preços permanecem firmes, sustentados pela baixa oferta de animais prontos para o abate e pela demanda estável no mercado doméstico.

Especialistas em economia agrícola indicam que a redução da disponibilidade de bovinos pode representar o início de uma nova fase do ciclo pecuário, com impacto direto sobre os custos de produção e os preços ao consumidor. Essa tendência tende a manter a carne bovina como um dos principais vetores de pressão sobre a inflação de alimentos no país.

Inflação elevada e alimentos em destaque na economia

Dados recentes do Banco Central do Brasil (BCB) mostram que a inflação geral segue acima do centro da meta oficial, com os alimentos ainda figurando entre os principais componentes de pressão sobre o índice de preços ao consumidor.

Apesar de alguns sinais de desaceleração em determinados segmentos, restrições na oferta de proteínas e mudanças no padrão de consumo — com maior substituição entre carnes — continuam influenciando os preços ao longo de 2026.

Analistas alertam que a persistência desses fatores pode manter o custo das carnes em patamar elevado, refletindo tanto nos índices de inflação quanto no poder de compra das famílias brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

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