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02-02-2026

Mercado do café inicia semana com forte volatilidade

Os preços do café começaram a semana em forte volatilidade nos mercados internacionais, reflexo da combinação entre fatores climáticos nas regiões produtoras do Brasil e ajustes de oferta no cenário global. Na manhã desta segunda-feira (2), as bolsas internacionais operavam em direções opostas, com o café robusta registrando queda de 1,29% nos contratos mais próximos.

Clima favorável gera expectativas sobre a safra brasileira

Segundo boletim divulgado pelo Escritório Carvalhaes, as chuvas mais intensas observadas na segunda quinzena de janeiro nas principais áreas produtoras de café do Brasil elevaram as projeções de safra feitas por analistas e traders internacionais.

Estimativas recentes apontam uma colheita entre 70 e 76 milhões de sacas para 2026 — números considerados elevados por especialistas brasileiros.

De acordo com agrônomos consultados pelo mercado, ainda é cedo para consolidar essas previsões, mas, caso as chuvas persistam nos meses de fevereiro e março, a produção pode, de fato, superar a safra de 2025 — ainda que permaneça abaixo das estimativas mais otimistas dos investidores estrangeiros.

Dólar mais fraco limita oferta e aumenta especulação

Informações da Bloomberg indicam que a desvalorização do dólar frente ao real nas últimas semanas levou muitos produtores brasileiros a segurar suas vendas. Essa retração na oferta reduziu a liquidez do mercado e ampliou a volatilidade dos preços futuros nas bolsas de Nova York e Londres.

O movimento cambial, aliado à expectativa de safra, criou um cenário de incerteza que tem intensificado a atuação especulativa de fundos e investidores, principalmente no curto prazo.

Aumento das exportações do Vietnã pressiona o robusta

De acordo com dados do Barchart, o café robusta opera sob pressão em Londres, reflexo do aumento das exportações do Vietnã, maior produtor mundial da variedade. O Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã informou que, em 2025, as exportações do país cresceram 17,5% em relação ao ano anterior, totalizando 1,58 milhão de toneladas.

Esse avanço reforça a concorrência internacional e tem contribuído para o recuo das cotações do robusta nas últimas sessões.

Cotações do arábica e robusta nas bolsas internacionais

Por volta das 9h40 (horário de Brasília), os contratos futuros de arábica registravam alta:

  • Março/26: 336,20 cents/lbp, com ganho de 395 pontos;
  • Maio/26: 318,70 cents/lbp, avanço de 335 pontos;
  • Julho/26: 312,20 cents/lbp, alta de 320 pontos.

Já o robusta apresentava quedas:

  • Março/26: US$ 4.061/tonelada, recuo de US$ 52;
  • Maio/26: US$ 3.992/tonelada, baixa de US$ 45;
  • Julho/26: US$ 3.909/tonelada, queda de US$ 28.

O comportamento distinto entre as duas variedades reforça o cenário de especulação, no qual clima, câmbio e oferta global têm exercido forte influência sobre o mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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