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04-02-2026

Mercados agrícolas iniciam o dia com pressão em Chicago

A soja também opera sob pressão em Chicago

Agrolink - Leonardo Gottems

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com comportamento cauteloso, refletindo ajustes técnicos, fatores climáticos e o ambiente macroeconômico internacional. Segundo a TF Agroeconômica, a abertura desta terça-feira mostra pressão sobre os grãos em Chicago, enquanto o mercado físico brasileiro apresenta movimentos distintos entre as regiões.

No trigo, os contratos futuros registraram queda nos Estados Unidos, influenciados pela redução das preocupações com os impactos do frio intenso no Mar Negro. Informações oficiais indicam que as baixas temperaturas de janeiro não prejudicaram as lavouras de inverno na Ucrânia e na Rússia, aliviando o risco climático. No Brasil, o trigo do Paraná apresentou leve aumento de demanda, com preços em alta no mercado físico, enquanto no Rio Grande do Sul a procura segue limitada, mantendo as cotações praticamente estáveis a levemente negativas.

A soja também opera sob pressão em Chicago, acompanhando o tom defensivo dos mercados globais. Investidores aguardam novos dados econômicos, enquanto ativos de proteção ganharam força diante da volatilidade recente. Apesar disso, indicadores da China trouxeram algum suporte ao sentimento, com expansão do setor de serviços. No Brasil, a colheita de soja alcançou 11% da área, segundo estimativas oficiais, e a base de exportação apresentou valorização recente. O esmagamento chinês semanal superou o da semana anterior, embora as projeções para fevereiro indiquem ritmo menor que o do ano passado. No cenário internacional, discussões sobre política energética e créditos para biocombustíveis nos Estados Unidos sustentam expectativas mais favoráveis ao óleo de soja, enquanto o farelo tende a enfrentar maior pressão de preços.

No milho, os contratos em Chicago recuam levemente, refletindo o bom início da safra de safrinha no Brasil, favorecida por umidade adequada em grande parte das regiões produtoras. A ausência de avanços no uso do E-15 nos Estados Unidos também pesa sobre os preços. Em contrapartida, a falta de chuvas em áreas relevantes da Argentina e o ritmo firme das exportações norte-americanas ajudam a limitar perdas mais expressivas. No mercado brasileiro, os contratos futuros na B3 operam em alta moderada.

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