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05-02-2026

Açúcar enfrenta barreira técnica em Nova York

O mercado de açúcar encerrou a semana com um comportamento contido, influenciado por fatores técnicos e macroeconômicos. Segundo levantamento da StoneX, os contratos do açúcar bruto negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) voltaram a encontrar resistência em níveis estratégicos, impedindo novas altas.

O contrato mais negociado do açúcar bruto (NY #11) registrou queda de 1,54% na semana, encerrando a sexta-feira (23) cotado a US¢ 14,73 por libra-peso, uma desvalorização de 23 pontos. Apesar de ter testado novamente a faixa dos US¢ 15 por libra-peso, o ativo não teve força para sustentar um movimento consistente de valorização.

De acordo com a análise, o mercado passa por um período de estabilidade nos fundamentos, com influência maior de variáveis externas. Entre os principais fatores, destaca-se a valorização do real frente ao dólar, o que reduz a competitividade do açúcar brasileiro no mercado internacional e pressiona as exportações.

Etanol mantém alta com oferta restrita e influência tributária

Enquanto o açúcar enfrenta limitações, o mercado de etanol segue apresentando preços firmes no Brasil. Em Ribeirão Preto (SP), principal polo produtor do país, o etanol hidratado foi negociado a R$ 3,75 por litro, mantendo a tendência de alta observada nas últimas semanas.

Esse movimento de sustentação é reflexo da entressafra da cana-de-açúcar na região Centro-Sul, período de menor disponibilidade do biocombustível. Os estoques reduzidos, próximos das mínimas históricas, reforçam a limitação da oferta no curto prazo.

Além da escassez sazonal, o aumento recente do ICMS sobre combustíveis tem influenciado os preços da gasolina, o que, por sua vez, amplia a competitividade do etanol e ajuda a sustentar suas cotações em níveis elevados.

Cenário segue de atenção para o curto prazo

Com o açúcar travado por barreiras técnicas e o etanol fortalecido pela entressafra e pela tributação, o setor sucroenergético mantém um cenário de cautela e monitoramento constante. Especialistas indicam que a retomada das usinas e as variações cambiais devem definir o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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