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05-02-2026

Brasil deve ampliar produção de etanol em 2026

O Brasil, segundo maior produtor mundial de etanol, deve registrar um aumento significativo na produção do biocombustível em 2026, impulsionado pela expansão das usinas de etanol de milho e pela recuperação da safra de cana-de-açúcar.

A projeção foi apresentada por analistas e traders de commodities durante um painel da Conferência do Açúcar de Dubai, que destacou o otimismo do setor diante de um cenário de preços firmes e novas capacidades produtivas.

Usinas priorizam etanol diante da queda no preço do açúcar

Com o açúcar bruto sendo negociado nas menores cotações dos últimos cinco anos, as usinas flex – que podem direcionar a cana para a produção de açúcar ou etanol – tendem a priorizar o combustível renovável nesta safra.

“Há um incentivo claro para as usinas iniciarem a nova safra focadas no etanol”, afirmou Guilherme Nastari, diretor da consultoria Datagro.

Segundo ele, os preços atuais favorecem o biocombustível: o etanol anidro está equivalente a 19,73 centavos por libra-peso, e o etanol hidratado, a 17,96 centavos/libra-peso, enquanto o açúcar bruto encerrou a terça-feira a 14,63 centavos/libra-peso na bolsa de Nova York.

Mix produtivo mais favorável ao etanol

A nova safra de cana-de-açúcar brasileira deve começar em março, e a paridade de preços entre o açúcar e o etanol neste início de ciclo é amplamente favorável ao biocombustível, segundo Jeremy Austin, diretor-geral da Sucden no Brasil.

A consultoria CovrigAnalytics projeta que as usinas manterão maior foco no etanol até pelo menos meados de junho, antes de reavaliar o mix de produção conforme o mercado evoluir.

Expansão das usinas de milho deve impulsionar recorde histórico

A produção de etanol de milho deve ganhar protagonismo nos próximos meses. O Rabobank estima que 3 bilhões de litros adicionais de capacidade produtiva entrem em operação até 2026, reforçando a oferta nacional.

De acordo com projeções da StoneX, o Brasil deve alcançar uma produção recorde de 36,5 bilhões de litros no ciclo 2026/2027 (abril a março), representando um crescimento de 7,9% sobre o período anterior.

Desse total, o etanol de cana deve subir 4,4%, enquanto o de milho tende a crescer 17%.

Aumento da produção pode ampliar exportações brasileiras

Com o forte crescimento previsto, especialistas alertam que a oferta interna pode ultrapassar a demanda nacional, abrindo espaço para novos fluxos de exportação.

Segundo Ricardo Carvalho, diretor comercial da BP Bioenergy, a empresa, que opera 11 usinas no Brasil, deve ajustar o mix de produção ao longo do ano conforme as condições de mercado.

A CovrigAnalytics também prevê que a produção extra de etanol poderá gerar excedentes destinados ao mercado externo, fortalecendo o papel do Brasil como exportador global de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

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