Sexta-Feira, 06 de Março, 2026 Acesse nosso Instagram
06-02-2026

Japão lidera pagamento pela carne suína brasileira em 2025

O Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab-PR), revelou que o Japão foi o país que melhor remunerou a carne suína “in natura” brasileira em 2025.

Com base em dados do Agrostat/Mapa, o levantamento mostrou que o valor médio pago pelo mercado japonês foi de US$ 3,42 por quilo, enquanto a média geral de exportação do produto ficou em US$ 2,55 por quilo.

Outros países também pagaram acima da média

Além do Japão, outros nove mercados se destacaram por pagar acima da média global, reforçando o potencial da carne suína brasileira no mercado internacional.

Entre eles estão Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Canadá, Singapura, Argentina, Peru, Uruguai, Geórgia e Hong Kong.

Segundo o Deral, esses países figuram entre os principais compradores do Brasil, com destaque para o Japão, que ocupou a 4ª posição no ranking de importadores, enquanto Estados Unidos e Canadá ficaram na 18ª e 17ª posições, respectivamente.

Santa Catarina ainda domina exportações para mercados mais exigentes

O relatório destaca que Santa Catarina continua sendo o principal fornecedor da carne suína brasileira para os mercados de maior valor agregado, como Japão, EUA e Canadá.

Isso ocorre porque o estado recebeu o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação cerca de 14 anos antes do Paraná, o que o colocou em vantagem no acesso a destinos mais exigentes em termos sanitários.

Paraná amplia presença em novos mercados

Apesar da diferença em relação a Santa Catarina, o Paraná vem ampliando gradualmente sua presença internacional.

Em maio de 2025, o estado passou a exportar carne suína para o Peru, um dos países que mais pagaram pelo produto no período. Além disso, mantém relações comerciais estáveis com outros mercados que remuneram acima da média, segundo o boletim.

Produtos “in natura” variam conforme demanda dos importadores

O Deral ressalta que a categoria de carne suína “in natura” inclui carcaças e cortes cárneos, tanto congelados quanto resfriados, e que os valores pagos variam de acordo com o tipo de produto demandado por cada país importador.

Essa diferenciação explica por que nações com mercados mais exigentes, como o Japão, tendem a pagar preços superiores, refletindo o padrão de qualidade, rastreabilidade e controle sanitário exigidos.

Mercado global segue favorável à carne suína brasileira

Os dados reforçam a competitividade da carne suína brasileira no comércio internacional, com destaque para a diversificação de destinos e a valorização nos mercados premium.

A tendência é que, com o avanço da sanidade animal e a expansão das certificações internacionais, estados como o Paraná ampliem sua participação em mercados de alto valor, fortalecendo ainda mais o papel do Brasil como grande exportador de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Veja Mais
Feijão carioca rompe R$ 300 e mercado testa limite de consumo no...
Mercado Avícola Tem Cenário Misto: Preço do Frango Cai Pelo Te...
Área de plantio de arroz deve cair...
Brasil consolida liderança mundial na carne bovina...
Otimismo nas negociações entre EUA e China impulsiona preços d...
Nova Lei do Licenciamento Ambiental entra em vigor...
Brasil exporta pela primeira vez HPDDG para China e fortalece mer...
Onda de frio ameaça pomares de laranja na Flórida e preocupa o ...
Exportações brasileiras aos EUA caem pelo sexto mês seguido ap...
Trigo sobe apesar de melhora climática em regiões-chave...
Mais vistos