Diante desse contexto, os principais vencimentos encerraram o dia em alta
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho registrou movimento de alta nos contratos futuros nesta terça-feira, em um cenário de ajustes técnicos e acompanhamento dos dados de oferta e demanda divulgados pelo governo norte-americano. Segundo informações da TF Agroeconômica, as cotações na B3 avançaram mesmo diante da leve recuperação em Chicago e do dólar.
Na bolsa brasileira, o avanço da colheita da primeira safra, que atinge 11%, e do plantio da safrinha, em 21%, permanece como principal fator de atenção. O mercado físico começa a dar sinais pontuais de recuperação, embora ainda esteja travado e com maior foco nas negociações envolvendo a soja.
Diante desse contexto, os principais vencimentos encerraram o dia em alta. O contrato março/26 fechou a R$ 69,90, com ganho diário de R$ 1,05, apesar de acumular recuo semanal de R$ 0,30. O maio/26 terminou a R$ 70,00, com valorização de R$ 0,95 no dia e leve alta de R$ 0,05 na semana. Já o julho/26 fechou a R$ 68,17, subindo R$ 0,14 no dia e R$ 0,27 no acumulado semanal.
Em Chicago, o milho também apresentou leve alta após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, que trouxe poucas alterações, conforme esperado pelo mercado. O contrato março encerrou estável a 428,75 cents por bushel, enquanto o maio avançou 0,06%, ou 0,25 cent, para 437,25 cents por bushel.
O departamento norte-americano elevou as projeções de exportações e reduziu os estoques finais dos Estados Unidos. Ainda assim, a demanda interna limita um avanço mais consistente dos preços, já que o uso de milho para etanol segue em 32,90% da colheita, abaixo dos 35% considerados ideais pelo setor após o travamento do E-15.