O Brasil exportou 2,78 milhões de sacas de 60 kg de café em janeiro de 2026, queda de 30,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 4,016 milhões de sacas. Em receita cambial, o recuo foi menor, 11,7%, com total de US$ 1,175 bilhão obtidos com os embarques, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Preços em baixa e entressafra afetam embarques
Segundo Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, a queda nas exportações está relacionada à combinação de fatores internos e externos:
Ferreira destaca que a recuperação das exportações deve ocorrer a partir da chegada das novas safras: maio para conilon/robusta e julho para arábica. Até lá, os embarques devem permanecer apertados.
Café arábica segue como principal produto exportado
Em janeiro, o café arábica liderou as exportações com 2,347 milhões de sacas (84,4% do total), embora tenha recuado 29,1% frente a janeiro de 2025.
Outros tipos de café:
Principais destinos das exportações
Os cinco maiores compradores de café brasileiro em janeiro foram:
Cafés diferenciados representam 21% das exportações
Os cafés especiais e certificados, com qualidade superior ou produção sustentável, tiveram 588.259 sacas exportadas, queda de 41,9% em relação a janeiro de 2025.
Receita cambial: US$ 272,7 milhões, preço médio de US$ 463,53 por saca, representando 23,2% do total.
Principais destinos: Alemanha (78.352 sacas), EUA (70.048), Itália (68.978), Bélgica (63.072) e Holanda (58.265).
Portos de saída predominantes
O Porto de Santos concentrou a maior parte dos embarques: 2,252 milhões de sacas (81%). Outros portos relevantes:
Safra 2025/26: queda no volume, alta na receita
De julho de 2025 a janeiro de 2026, as exportações somaram 23,406 milhões de sacas, gerando US$ 9,235 bilhões. Em comparação com o mesmo período da safra 2024/25, houve queda de 22,5% no volume, mas alta de 8,1% na receita cambial.
Fonte: Portal do Agronegócio