Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto entre os vencimentos
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho registrou movimentos de alta nesta quarta-feira, influenciado por dados de exportação e indicadores internacionais. Segundo informações da TF Agroeconômica, as cotações na B3 encerraram o dia majoritariamente positivas, sustentadas pela revisão nas estimativas de embarques para fevereiro.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais elevou sua projeção de exportações brasileiras de milho em fevereiro de 793.364 para 953.217 toneladas. Apesar do ajuste, o volume segue abaixo das 3,25 milhões de toneladas embarcadas em janeiro e também inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o país exportou 1,32 milhão de toneladas.
Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto entre os principais vencimentos. O contrato março/26 fechou a R$ 69,97, com alta de R$ 0,07 no dia e avanço de R$ 0,18 na semana. O maio/26 encerrou a R$ 69,93, com recuo diário de R$ 0,07, mas acumulando ganho semanal de R$ 0,32. Já o julho/26 terminou o pregão a R$ 68,24, com elevação de R$ 0,07 no dia e variação positiva de R$ 0,04 na semana.
Em Chicago, o milho também apresentou variação mista. O contrato março fechou a US$ 427,50 por bushel, com baixa de 0,29%, enquanto o maio encerrou a US$ 436,50, recuando 0,17%. Os vencimentos mais curtos foram pressionados por incertezas relacionadas ao E-15 nos Estados Unidos e pelas previsões de chuvas nas áreas produtoras da Argentina, além da revisão das exportações brasileiras, que amplia a perspectiva de oferta global.
Por outro lado, o relatório da EIA indicou aumento na produção diária de etanol, que atingiu 1,11 milhão de barris, superando os níveis de 2025. Mesmo com leve alta nos estoques, o avanço na produção contribuiu para limitar perdas mais acentuadas nas cotações.
Agrolink