Na B3, os contratos futuros fecharam em elevação
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho registrou alta nas principais bolsas nesta quinta-feira, em um movimento influenciado pelo cenário externo, pelo câmbio e por ajustes nas estimativas de safra. Na análise da TF Agroeconômica, as cotações reagiram à combinação de dólar firme, avanço em Chicago e revisão da produção nacional.
Na B3, os contratos futuros fecharam em elevação, acompanhando o desempenho da CBOT e a valorização da moeda norte-americana. A indústria segue buscando recompor estoques em um momento de menor volume de entregas, já que parte dos produtores concentra esforços na colheita e comercialização da soja. A leve redução na estimativa de safra divulgada pela Conab também contribuiu para sustentar os preços, refletindo dificuldades climáticas em algumas regiões que podem afetar o calendário ideal de plantio da safrinha.
Diante desse cenário, o contrato março/26 encerrou o dia cotado a R$ 70,75, com alta de R$ 0,78 no dia e avanço de R$ 0,65 na semana. O vencimento maio/26 fechou a R$ 70,35, com ganho diário de R$ 0,42 e valorização semanal de R$ 0,23. Já o julho/26 terminou a R$ 68,40, alta de R$ 0,16 no dia e de R$ 0,01 na semana.
Em Chicago, o milho também avançou impulsionado pela forte demanda externa pelo produto norte-americano. O contrato março subiu 0,88%, a 431,25 cents por bushel, enquanto maio avançou 1,20%, a 441,75 cents. Segundo relatório semanal do USDA, as vendas líquidas cresceram 99% frente à semana anterior e 6% acima da média das últimas quatro semanas, somando 2.069.600 toneladas. O volume superou as expectativas do mercado e já representa 72% da meta de exportação de 83 milhões de toneladas projetada para a temporada.