Depois de um período de forte pressão nas bolsas internacionais, o mercado de café voltou a mostrar sinais de recuperação. Segundo dados da StoneX, os contratos futuros do grão registraram movimento de correção após acumularem fortes perdas nas semanas anteriores, que levaram as cotações às mínimas de seis meses.
O café arábica encerrou o período negociado a US¢ 298,3 por libra-peso, o que representa alta de 3,1% em relação à semana anterior. Já o robusta foi cotado a US$ 3.800 por tonelada, com valorização de 3,6%.
Quedas anteriores criaram espaço para correção nos preços
Entre os dias 27 de janeiro e 6 de fevereiro, o vencimento contínuo do arábica na bolsa de Nova York (ICE Futures US) acumulou queda de 7.070 pontos, equivalente a 19,3% do valor no período. Em Londres, o robusta também teve forte recuo, de US$ 520 por tonelada, ou 12,2%, demonstrando a intensidade das perdas recentes.
Segundo analistas, o atual movimento de alta reflete uma correção técnica natural do mercado, após um longo intervalo de desvalorização. Esse ajuste foi impulsionado pela busca de recomposição de posições por parte de investidores e exportadores.
Mercado interno acompanha recuperação, mas em ritmo moderado
No mercado brasileiro, os preços seguiram a mesma tendência de leve recuperação observada no cenário internacional, embora de forma mais contida. O Indicador Cepea/Esalq-USP para o café arábica subiu 0,9% na semana, fechando a sexta-feira (13) cotado a R$ 1.901,98 por saca de 60 kg.
Para o robusta, o Indicador Cepea apresentou alta de 2,2%, atingindo R$ 1.092,10 por saca. Segundo o levantamento, a recuperação no mercado doméstico ainda é limitada pela cautela dos compradores e pela volatilidade cambial, que afetam a competitividade nas exportações.
Especialistas destacam ajuste técnico e expectativa para as próximas semanas
De acordo com a StoneX, o desempenho da semana reflete um movimento de ajuste técnico após as fortes quedas registradas em janeiro e início de fevereiro. A consultoria aponta que o mercado ainda permanece sensível a fatores externos, como o câmbio e as condições climáticas nas principais regiões produtoras.
A expectativa é de que os preços se estabilizem nas próximas semanas, acompanhando o ritmo das exportações brasileiras e o andamento da nova safra 2026/27, que deve ganhar força a partir de março.
Fonte: Portal do Agronegócio