O contrato de soja para março recuou 0,31%
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado internacional da soja encerrou a sessão desta sexta-feira em queda na Bolsa de Chicago, influenciado por ajustes técnicos e incertezas relacionadas à demanda chinesa. Segundo informações da TF Agroeconômica, a pressão veio da redução das tarifas e do receio de diminuição nas compras por parte da China, além de fatores sazonais ligados à colheita brasileira.
O contrato de soja para março recuou 0,31%, ou 3,50 cents por bushel, fechando a 1.137,50 cents. O vencimento de maio caiu 0,24%, ou 2,75 cents, a 1.153,25 cents por bushel. No mercado de derivados, o farelo de soja para março avançou 1,64%, com alta de 5 dólares por tonelada curta, encerrando a 309,8 dólares. Já o óleo de soja para março teve queda de 1,27%, ou 0,76 cent por libra-peso, cotado a 58,92 cents.
Apesar do recuo no dia, a soja acumulou leve alta na semana. Parte dos ganhos recentes foi devolvida em meio à realização de lucros no óleo e à pressão da colheita no Brasil. No Mato Grosso, os trabalhos alcançaram 66,75% da área, índice acima da média histórica para o período.
O relatório semanal de exportações do USDA foi considerado neutro, com vendas de 798.200 toneladas, dentro das expectativas do mercado. Ainda assim, o volume acumulado da temporada está 18,66% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, fator que reforça a cautela dos operadores. Soma-se a isso a incerteza quanto aos possíveis impactos de decisões judiciais envolvendo tarifas de importação contra a China.
No acumulado da semana, a soja registrou avanço de 0,02%, equivalente a 0,25 cent por bushel. O farelo subiu 0,62%, com ganho de 1,90 dólar por tonelada curta, enquanto o óleo de soja avançou 2,40%, alta de 1,38 cent por libra-peso.