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03-03-2026

Milho oscila com safrinha e mercado travado

Na B3, o contrato março/26 fechou a R$ 71,85

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado de milho iniciou a semana com comportamento misto nas bolsas, refletindo incertezas sobre oferta, ritmo de plantio e comercialização no Brasil e no exterior. De acordo com análise da TF Agroeconômica, os contratos futuros na B3 oscilaram entre altas e baixas diante da perspectiva de atraso na safrinha e de quebra de safra no Rio Grande do Sul, enquanto a comercialização segue travada.

Na avaliação, produtores aguardam melhores preços, enquanto a indústria compra apenas o necessário. Levantamento do Cepea indica que muitos produtores estão concentrados na colheita e no escoamento da soja, o que limita a oferta de milho no mercado spot. Em regiões consumidoras, como São Paulo, a oferta abaixo da demanda sustenta os preços. Já nas áreas ofertantes do Sul, em plena colheita da safra de verão, as cotações estão mais enfraquecidas, mas quedas mais intensas são contidas pela retração dos vendedores, que priorizam a soja e retêm o cereal à espera de reação nas cotações.

Na B3, o contrato março/26 fechou a R$ 71,85, com baixa de R$ 0,44 no dia e alta de R$ 0,53 na semana. O maio/26 encerrou a R$ 71,51, recuo de R$ 0,21 no dia e avanço semanal de R$ 0,66. Já julho/26 subiu R$ 0,69 no dia, para R$ 69,80, acumulando ganho de R$ 1,30 na semana.

Em Chicago, o milho foi pressionado pelo dólar forte e pelo desempenho negativo das bolsas globais. O contrato março fechou a US$ 433,25 por bushel, queda de 1,25%, enquanto maio recuou 0,61%, a US$ 445,75. A alta de 13% na ureia, que atingiu US$ 606 no Golfo, acendeu alerta sobre custos e rentabilidade da safra 2026/27 nos Estados Unidos. No Brasil, o plantio da safrinha alcança 66%, abaixo dos 80% registrados no mesmo período do ano passado, enquanto as inspeções de embarque dos EUA seguem robustas, ainda que 8% menores na semana.

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