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29-05-2026

Milho reage na bolsa, mas físico segue lento

Nos contratos futuros, julho de 2026 fechou a R$ 65,88

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado de milho teve recuperação na bolsa brasileira, mas o ritmo físico segue limitado em diferentes regiões produtoras. As informações são da TF Agroeconômica.

Na B3, o cereal fechou em alta nesta quinta-feira, em um movimento de compras de oportunidade após uma sequência de quedas. O avanço ocorreu mesmo com sinais de maior oferta em alguns estados, como o Paraná, que elevou a projeção do milho safrinha para 17,54 milhões de toneladas, ante 17,39 milhões em abril. Ainda assim, o clima no Centro-Oeste segue pesando sobre os contratos, enquanto o ritmo de exportação de maio permanece firme e acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

Nos contratos futuros, julho de 2026 fechou a R$ 65,88, com alta de R$ 0,30 no dia e queda de R$ 1,37 na semana. Setembro de 2026 encerrou a R$ 68,73, avanço diário de R$ 0,42 e baixa semanal de R$ 1,27. Novembro de 2026 ficou em R$ 71,36, alta de R$ 0,16 no dia e recuo de R$ 1,44 na semana.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue lento, com compradores abastecidos e oferta confortável. As indicações variam de R$ 56,00 a R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,76, alta semanal de 0,89%. A colheita chegou a 96% da área, mas o frio prolongou o ciclo de áreas tardias e provocou danos pontuais.

Em Santa Catarina, os negócios também permanecem restritos, com pedidas próximas de R$ 70,00 por saca e demanda em torno de R$ 65,00. A preocupação aumentou com a cigarrinha-do-milho e os enfezamentos, especialmente no Oeste, Extremo Oeste e Planalto Norte.

No Paraná, a liquidez segue baixa, com indicações perto de R$ 65,00 por saca e demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. A segunda safra mantém bom desenvolvimento, apesar de geadas e problemas pontuais. Em Mato Grosso do Sul, a maior disponibilidade pressiona as cotações, que variam entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.

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