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29-05-2026

Soja dispara em Chicago e mexe com preços no Brasil

O contrato de soja para julho fechou em alta de 0,78%

Agrolink - Leonardo Gottems

A soja encerrou a quinta-feira em alta na Bolsa de Chicago, em um movimento sustentado pela valorização dos derivados, pela demanda interna nos Estados Unidos e por sinais positivos no comércio internacional. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros acompanharam o avanço do óleo de soja, que ganhou força com o aumento do consumo para a mistura obrigatória de biodiesel nos EUA e com incentivos estaduais ao Combustível de Aviação Sustentável.

O contrato de soja para julho fechou em alta de 0,78%, a US$ 11,9450 por bushel, enquanto agosto avançou 0,95%, a US$ 11,9600. O farelo de soja para julho subiu 1,06%, a US$ 334,10 por tonelada curta, e o óleo de soja teve valorização de 1,91%, cotado a US$ 76,70 por libra-peso. O mercado também monitorou o clima nos Estados Unidos, onde 27% da área agrícola segue sob estresse hídrico, com preocupação sobre a falta de chuvas nos próximos sete dias.

No Brasil, o mercado físico apresentou comportamentos distintos entre os estados. No Rio Grande do Sul, o Porto de Rio Grande subiu para R$ 131,00 por saca, enquanto Passo Fundo e Santa Rosa acompanharam a alta, com cotações de R$ 126,00 e R$ 127,00. Em Ijuí e Cruz Alta, os preços ficaram em R$ 124,00.

No Paraná, o Porto de Paranaguá avançou para R$ 130,00, em meio à safra 2025/26 totalmente concluída. A produção foi consolidada em 21,78 milhões de toneladas, alta de 3% sobre o ciclo anterior, com produtividade média de 3.796 kg por hectare. Em Cascavel, a saca ficou em R$ 120,00, enquanto Ponta Grossa marcou R$ 124,00.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado teve ajustes pontuais após altas recentes, com Dourados a R$ 115,00 e estabilidade em Campo Grande, Maracaju, Chapadão do Sul e Sidrolândia. Já em Mato Grosso, as praças registraram recuperação parcial, com destaque para Rondonópolis a R$ 113,00 e Primavera do Leste a R$ 111,70. O estado também acompanha o início do vazio sanitário e as expectativas em torno da Ferrogrão, apontada como alternativa para reduzir custos logísticos.

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