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01-06-2026

Mercados agrícolas iniciam semana sem direção única

No trigo, os contratos futuros avançavam após perdas relevantes na semana anterior

Agrolink - Leonardo Gottems

Os mercados agrícolas iniciam a semana com movimentos mistos, em um ambiente marcado por fatores climáticos, geopolíticos e ajustes técnicos nas bolsas internacionais. Segundo a TF Agro Econômica, na abertura dos mercados desta segunda-feira, trigo e soja operavam em alta em Chicago, enquanto o milho registrava leve queda.

No trigo, os contratos futuros avançavam após perdas relevantes na semana anterior. O vencimento julho de 2026 era cotado a US$ 614,00, com alta de 3,50 pontos, enquanto dezembro de 2026 subia para US$ 646,00. A recuperação tem apoio em movimentos de proteção técnica dos fundos e nas chuvas previstas para regiões produtoras de trigo de inverno nos Estados Unidos, cenário que pode atrasar a colheita. Ao mesmo tempo, as perspectivas favoráveis para a safra russa de 2026/2027, estimada por analistas privados em cerca de 90 milhões de toneladas, limitam ganhos mais fortes. No Brasil, os preços físicos no Paraná e no Rio Grande do Sul se aproximam, com diferença reduzida a R$ 26,37, favorecendo o trigo gaúcho.

Na soja, o mercado começou a semana em alta, com o contrato julho de 2026 em Chicago a US$ 1.192,00, avanço de 5,25 pontos. A reação acompanha o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e a valorização do petróleo, que voltou a influenciar o complexo de oleaginosas por meio da relação entre energia, biocombustíveis e óleo de soja. O óleo de soja julho subia para US$ 78,02, enquanto o farelo também avançava. Apesar disso, as condições climáticas nos Estados Unidos seguem majoritariamente favoráveis, sem ameaças relevantes às lavouras no curto prazo. A China permanece como ponto de atenção, diante da possibilidade de novas compras de soja norte-americana.

O milho, por sua vez, operava em leve baixa em Chicago, com julho de 2026 a US$ 446,00. As chuvas previstas para as Grandes Planícies Centrais dos Estados Unidos, a falta de novidades sobre compras chinesas e a incerteza sobre a aprovação do E-15 durante todo o ano pressionam as cotações. No Brasil, a consultoria avalia que os preços ainda podem recuar até julho.

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