Segundo a Anea, a queda mensal reflete a sazonalidade típica dos embarques
Agrolink - Leonardo Gottems
As exportações brasileiras de algodão bateram recorde histórico para maio, com 291,2 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 449,6 milhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior, do MDIC, analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de algodão.
Com o resultado, o acumulado da temporada julho de 2025 a maio de 2026 chegou a 3,129 milhões de toneladas, marca inédita para o setor. Mesmo abaixo de abril, quando foram exportadas 370,4 mil toneladas, as vendas externas cresceram 51,5% em volume e 45,3% em receita sobre maio de 2025.
Segundo a Anea, a queda mensal reflete a sazonalidade típica dos embarques, enquanto o ritmo da temporada segue forte. Em maio, o algodão respondeu por 1,41% das exportações brasileiras e foi o terceiro produto agropecuário mais exportado. "Já passamos de 3 milhões de toneladas no acumulado de julho de 2025 a maio de 2026. É mais um mês com recorde mensal, já temos o maior segundo trimestre da história e ainda falta junho. O Brasil se consolidou como fornecedor de 12 meses, e os exportadores estão fazendo um trabalho excelente, mesmo diante das questões geopolíticas atuais. O algodão brasileiro segue avançando", afirma o presidente da Anea, Dawid Wajs.
Entre os destinos, Bangladesh liderou as compras em maio, com 21,1% dos embarques, seguido por Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão concentraram 40% das exportações do mês. A China recuou para 9,6% em maio, após ter respondido por cerca de um terço das vendas da temporada. A Índia também reduziu participação, de 11% em abril para 6,3%, em razão do fim da isenção de impostos para importação de algodão.