Na B3, o vencimento julho de 2026 fechou a R$ 64,34
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado brasileiro de milho iniciou a semana com alta nos contratos futuros, mas ainda sob influência da perspectiva de maior oferta e de compradores cautelosos. Segundo a TF Agroeconômica, o cereal negociado na B3 acompanhou o avanço externo nesta segunda-feira, embora o Cepea aponte pressão sobre os preços diante do avanço da colheita e da expectativa de entrada de volumes maiores nas próximas semanas.
Na B3, o vencimento julho de 2026 fechou a R$ 64,34, com alta diária de R$ 0,28 e queda semanal de R$ 1,12. Setembro de 2026 encerrou a R$ 66,98, avanço de R$ 0,15 no dia e baixa de R$ 0,47 na semana. Novembro de 2026 ficou em R$ 70,42, alta de R$ 0,07 no dia e recuo de R$ 0,34 na semana.
O Cepea avalia que a projeção de aumento da oferta tem limitado as negociações, com compradores aguardando desvalorizações mais fortes e vendedores mais flexíveis para escoar o cereal. A postura defensiva também foi reforçada por estimativas da Conab e do USDA, que indicam produção brasileira maior em 2025/26 e aumento da oferta mundial em 2026/27.
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 99% da área, e o mercado segue com baixa liquidez. As indicações variam de R$ 57,00 a R$ 63,00 por saca, com média de R$ 58,98, queda semanal de 0,49%. Em Santa Catarina, as pedidas ficam próximas de R$ 65,00, enquanto a demanda gira em torno de R$ 60,00, mantendo o ritmo lento.
No Paraná, compradores seguem atentos à entrada da segunda safra, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF e indicações próximas de R$ 65,00. Em Mato Grosso do Sul, a colheita da safrinha começou no sul do estado e alcança 1% da área, com preços entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca. Apesar do suporte da bioenergia, os negócios permanecem pontuais.