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23-06-2026

Baixa liquidez limita negócios com milho

No mercado físico, o avanço da segunda safra aumenta a oferta

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado brasileiro de milho começou a semana sob pressão, com recuo nos contratos futuros e negociações mais lentas em importantes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a queda do dólar e das cotações em Chicago reduziu a competitividade do cereal brasileiro nas exportações e pesou sobre os preços na B3.

Os vencimentos encerraram a segunda-feira em baixa. O contrato de julho de 2026 fechou a R$ 63,65 por saca, recuo de R$ 0,26 no dia e de R$ 0,69 na semana. Setembro terminou a R$ 66,65, com perdas de R$ 0,21 na sessão e de R$ 0,33 na semana, enquanto novembro caiu R$ 0,15, para R$ 70,11.

No mercado físico, o avanço da segunda safra aumenta a oferta e reforça a cautela dos compradores. O Cepea aponta pressão de consumidores internos e dos portos, enquanto parte dos vendedores limita as negociações por não precisar fazer caixa ou liberar espaço nos armazéns. A queda dos preços internacionais também reduz a paridade de exportação.

No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 99% e os preços variam de R$ 57 a R$ 63 por saca, com média estadual de R$ 58,91. Em Santa Catarina, as indicações estão próximas de R$ 65, mas a demanda gira em torno de R$ 60, diferença que restringe os negócios. No Paraná, o mercado também apresenta baixa liquidez, com compradores abastecidos e atentos à colheita, que alcançou apenas 1% da área, abaixo da média histórica de 8,2% devido à alta umidade.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 49 e R$ 52 por saca. A colheita da safrinha também chegou a 1%, enquanto a demanda do setor de bioenergia ajuda a sustentar o consumo regional. Ainda assim, a expectativa de maior disponibilidade, os estoques elevados e a oferta ampla no Brasil e no exterior limitam uma recuperação mais firme dos preços.

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