No Brasil, o mercado físico apresentou estabilidade e ganhos pontuais
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado da soja encerrou a quarta-feira com alta no exterior, sustentado pelo clima quente, por rumores de demanda externa e por movimentos de proteção antes do feriado. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho em Chicago avançou 0,85%, para US$ 11,2625 por bushel, enquanto agosto subiu 0,80%, a US$ 11,3325; o farelo de agosto ganhou 0,46% e o óleo do mesmo vencimento recuou 0,36%.
No Brasil, o mercado físico apresentou estabilidade e ganhos pontuais. No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande permaneceu em R$ 135 por saca, enquanto as exportações brasileiras de soja superaram 72,7 milhões de toneladas em 2026. A colheita estadual terminou com produtividade média de 2.707 quilos por hectare, 14,8% abaixo da projeção inicial.
Em Santa Catarina, Rio do Sul avançou 0,85%, para R$ 119, e São Francisco do Sul chegou a R$ 131. No Paraná, as cotações ficaram mistas, com Paranaguá em torno de R$ 134 a R$ 135. A safra estadual somou 21,778 milhões de toneladas, mas o avanço do milho safrinha aumenta a pressão sobre os armazéns. O frete entre Cascavel e Paranaguá acumula alta de 18% ante o ano anterior.
Em Mato Grosso do Sul, os preços ficaram estáveis ou recuaram, com Dourados a R$ 113,50. O estado atualizou as regras do vazio sanitário, proibindo a manutenção, emergência ou germinação de plantas voluntárias antes de 15 de setembro. Em Mato Grosso, a soja teve comportamento misto, enquanto a colheita do milho safrinha chegou a 20,86%. O Imea projeta queda de 5,2% na produção de soja em 2026/27, para 48,88 milhões de toneladas. Em diferentes estados, produtores também criticaram o Plano Safra 2026/27, citando menor disponibilidade real de crédito, juros elevados e redução do apoio ao custeio e ao investimento.