No mercado físico, a baixa liquidez predominou nos estados acompanhados
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho encerrou a quarta-feira com leve avanço nos contratos futuros, acompanhando a alta das cotações em Chicago e do dólar. O movimento externo ganhou apoio após os estoques norte-americanos ficarem abaixo do esperado, sinalizando demanda global firme. Ainda assim, Brasil e Estados Unidos mantêm estoques de passagem superiores aos registrados há um ano, o que limita uma valorização mais intensa.
Segundo a TF Agroeconômica, na B3 os vencimentos fecharam mistos. Julho de 2026 terminou a R$ 64,84, com queda diária de R$ 0,02 e alta semanal de R$ 0,74. Setembro de 2026 subiu R$ 0,15, para R$ 68,34, enquanto novembro avançou R$ 0,19, para R$ 71,31. Apesar da reação, as negociações permanecem travadas, com produtores concentrados na entrega de contratos já firmados.
No mercado físico, a baixa liquidez predominou nos estados acompanhados. No Rio Grande do Sul, as indicações variaram de R$ 56 a R$ 65 por saca, com média de R$ 59,11, alta semanal de 0,34%. Em Santa Catarina, vendedores pedem valores próximos de R$ 65, enquanto compradores indicam cerca de R$ 60, diferença que restringe o fechamento de negócios.
No Paraná, a expectativa de maior oferta com o avanço da segunda safra mantém os consumidores cautelosos. As referências seguem próximas de R$ 65, com demanda ao redor de R$ 60 CIF. No Mato Grosso do Sul, as cotações variaram entre R$ 48,67 e R$ 50,20 por saca. A bioenergia sustenta parte da demanda regional, mas as compras continuam pontuais.
A perspectiva de produção elevada, os estoques confortáveis e a entrada gradual da segunda safra mantêm o mercado pressionado. Compradores priorizam necessidades imediatas e aguardam maior disponibilidade antes de ampliar as aquisições.