Quarta-Feira, 08 de Agosto, 2026 Acesse nosso Instagram
08-07-2026

Colheita de milho safrinha avança em ritmo lento e atinge 26,1% da área no Centro-Sul

DATAGRO projeta uma produção de 112,4 milhões de toneladas de milho safrinha

Agrolink - Aline Merladete

Até a última sexta-feira (03), 26,1% da área cultivada com milho safrinha no Centro-Sul do Brasil havia sido colhida, percentual inferior aos 29,1% registrados no mesmo período de 2025 e também abaixo da média histórica para a data, de 30,3%, segundo dados divulgados pela DATAGRO. De acordo com a consultoria, o atraso no avanço da colheita reflete o regime irregular de chuvas observado ao longo da temporada, fator que retardou o plantio em parte das regiões produtoras e, por consequência, postergou o desenvolvimento das lavouras de milho safrinha em diversas praças do país.

O avanço dos trabalhos de colheita, no entanto, apresenta comportamento heterogêneo entre os estados produtores. No Mato Grosso, segundo a DATAGRO, os trabalhos já alcançam 45,0% da área, patamar em linha com a média histórica local, de 44,9%, e superior ao verificado no mesmo período de 2025, quando o índice estava em 41,0%.

Já em Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, o ritmo de colheita segue inferior ao habitual, ampliando a heterogeneidade do cenário nacional para a safrinha nesta temporada. Essa disparidade regional é atribuída, segundo a DATAGRO, às diferentes janelas de plantio e às condições climáticas específicas de cada praça produtora ao longo do ciclo.

Para a atual temporada, a DATAGRO projeta uma produção de 112,4 milhões de toneladas de milho safrinha, volume abaixo do recorde de 118 milhões de toneladas alcançado no ciclo anterior. A revisão reflete tanto o atraso no desenvolvimento das lavouras quanto os efeitos das condições climáticas irregulares enfrentadas ao longo da safra.

O ingresso mais lento dos novos volumes de milho safrinha no mercado tem oferecido sustentação regional aos preços da commodity, na avaliação da DATAGRO, uma vez que a oferta imediata em algumas praças produtoras segue mais restrita do que o normal para o período.

Apesar desse efeito de sustentação, a consultoria pondera que o elevado volume de estoques remanescentes da safra anterior tende a limitar, ou até mesmo impedir, movimentos mais expressivos de valorização dos preços do milho no curto prazo.

O mercado deve continuar monitorando de perto o avanço da colheita nas próximas semanas, especialmente nos estados que ainda apresentam ritmo inferior à média histórica, fator que pode influenciar tanto a formação de preços quanto as decisões logísticas de comercialização do grão.

Veja Mais
Brasil busca acordo com EUA para evitar novas tarifas sobre expor...
Algodão: mercado brasileiro segue travado...
Café avança na colheita, mas atraso preocupa setor...
Dólar sobe a R$ 5,18 com tensão no Oriente Médio; agro monitor...
Armazenagem pesa sobre mercado da soja...
Estoques sustentam demanda por feijão de qualidade...
Lavouras de milho mantém bom potencial produtivo em Mato Grosso ...
País receberá encontro global do algodão...
Tempo seco favorece colheita, enquanto nova frente fria avança n...
Calor externo impulsiona milho futuro no país...
Mais vistos