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08-07-2026

Armazenagem pesa sobre mercado da soja

Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho fechou em alta de 1,23%

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado da soja iniciou julho com sustentação nas cotações externas, influência do câmbio e atenção redobrada aos custos logísticos no Brasil. Segundo a TF Agroeconômica, a alta em Chicago veio após rumores e confirmações de demanda chinesa por soja americana, enquanto os estados produtores convivem com preços firmes, fretes elevados e desafios de armazenagem.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho fechou em alta de 1,23%, a US$ 11,9675 por bushel, enquanto agosto avançou 0,82%, para US$ 11,9375. O farelo de soja para agosto subiu 1,05%, e o óleo de soja ganhou 1,22%. O suporte veio da confirmação de que a COFCO comprou ao menos 300 mil toneladas de soja dos Estados Unidos para embarque entre setembro e novembro. O USDA ainda não havia reportado as vendas à China, mas confirmou 105 mil toneladas de farelo para a Colômbia. As condições das lavouras americanas classificadas como boas ou excelentes recuaram um ponto, para 64%.

No Rio Grande do Sul, os portos mantiveram preços firmes, com Rio Grande a R$ 139,00 por saca, enquanto o interior teve negócios moderados. A alta do petróleo, o dólar mais forte e o diesel caro seguem pressionando os fretes. Em Santa Catarina, a liquidez foi moderada, com produtores administrando estoques e voltando a atenção às culturas de inverno.

No Paraná, a comercialização esteve mais aquecida, com avanço em praças do interior e em Paranaguá, onde a soja chegou a R$ 139,50 por saca. A safra recorde de grãos de verão pressiona a armazenagem e acelera o escoamento. Em Mato Grosso do Sul, os preços firmes esbarram no déficit de capacidade estática superior a 12,4 milhões de toneladas, o que reduz o poder de retenção dos produtores. Em Mato Grosso, os recordes de exportação e esmagamento no semestre reforçam o peso do estado no mercado, mas fretes elevados e silos no limite mantêm a cautela.

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