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10-07-2026

USDA reduz projeção para produção mundial de milho

Para o Brasil, as estimativas permaneceram inalteradas

Agrolink - Leonardo Gottems

As estimativas para a safra mundial de milho passaram por ajustes na atualização de julho, indicando mudanças no quadro de oferta e demanda do cereal em importantes produtores e consumidores. Os dados constam no Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agropecuários de julho, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No cenário global, a produção foi revisada de 1,30038 bilhão para 1,29709 bilhão de toneladas, enquanto os estoques finais recuaram de 281,22 milhões para 275,26 milhões de toneladas, refletindo uma redução na disponibilidade do cereal.

Para o Brasil, as estimativas permaneceram inalteradas em relação ao levantamento anterior. A produção foi mantida em 139 milhões de toneladas, assim como os estoques finais, projetados em 11,10 milhões de toneladas, e as exportações, estimadas em 44 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, o USDA promoveu um leve ajuste na produção, que passou de 406,29 milhões para 406,42 milhões de toneladas. A produtividade foi mantida em 191,43 sacas por hectare. Os estoques finais caíram de 49,78 milhões para 45,46 milhões de toneladas, enquanto a projeção de exportações aumentou de 80,01 milhões para 81,28 milhões de toneladas. O uso de milho para a produção de etanol permaneceu em 142,25 milhões de toneladas, sem alterações. Também foram mantidas as estimativas de área plantada, em 38,57 milhões de hectares, área colhida, em 35,37 milhões de hectares, e importações, em 640 mil toneladas.

Na Argentina, não houve mudanças nas projeções. A produção foi mantida em 55 milhões de toneladas, os estoques finais em 4,01 milhões de toneladas e as exportações em 38 milhões de toneladas.

Entre outros países, a Ucrânia manteve a produção em 30 milhões de toneladas e as exportações em 23 milhões de toneladas, mas teve redução nos estoques finais, de 2,56 milhões para 2,06 milhões de toneladas. Na China, a produção permaneceu em 307 milhões de toneladas e as importações em 6 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais passaram de 166,13 milhões para 165,13 milhões de toneladas.

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