Movimento reflete uma dinâmica ainda mais pressionada na comercialização
Agrolink - Aline Merladete
O mercado de pecuária registrou movimentos distintos nesta quarta-feira (15): enquanto o boi gordo valorizou-se em São Paulo, o atacado paulista segue pressionado. Já na China, a produção de carnes cresce e reforça a oferta doméstica de proteínas, segundo dados divulgados pelo Relatório Diário da DATAGRO.
No fechamento do mercado pecuário desta quarta-feira, o Indicador do Boi Gordo DATAGRO na praça de São Paulo registrou valorização diária de 0,25%, com ganho de R$ 0,84 por arroba, cotado a R$ 329,51, de acordo com a DATAGRO.
Em direção oposta, a carcaça casada no atacado paulista acumulou recuo de 2,7% ao longo da semana, passando de R$ 22,87 por quilo para R$ 22,25 por quilo. Segundo a DATAGRO, o movimento reflete uma dinâmica ainda mais pressionada na comercialização dos cortes bovinos. Enquanto isso, do outro lado do mundo, a produção total de carnes na China — que reúne suína, bovina, ovina e de aves — atingiu 50,5 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026. O resultado representa alta de 4,3% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pela DATAGRO.
De acordo com a visão da consultoria, o crescimento da produção chinesa foi impulsionado principalmente pelos segmentos de suínos e aves, reforçando a estratégia do governo chinês de ampliar a oferta doméstica e fortalecer a segurança alimentar do país. Apesar da menor produção de carne bovina e ovina no país, o avanço registrado nas demais proteínas tende a reduzir a pressão sobre as importações chinesas.
Esse movimento, segundo a consultoria, deve manter a dependência externa da China concentrada em segmentos específicos da pecuária, sem alterar de forma significativa o quadro geral de abastecimento do país.