No Rio Grande do Sul, a oferta restrita manteve a liquidez baixa
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho encerrou a quarta-feira com valorização nos contratos futuros e ritmo desigual nas principais praças do país. Segundo a TF Agroeconômica, a melhora na comercialização interna e externa sustentou os preços na B3, com o vencimento de setembro de 2026 novamente acima de R$ 70,00 por saca.
O contrato de setembro fechou a R$ 70,11, alta de R$ 0,94 no dia e de R$ 1,95 na semana. Novembro terminou a R$ 74,10, avanço diário de R$ 0,63 e semanal de R$ 2,39. Janeiro de 2027 encerrou a R$ 76,58, com ganhos de R$ 0,85 no dia e R$ 2,43 na semana. O mercado ganhou impulso com oportunidades de fixação de preços, necessidade de espaço nos silos e demanda externa ativa. A Anec elevou a projeção de exportação em julho para 3,70 milhões de toneladas, 7,6% acima da estimativa anterior.
No Rio Grande do Sul, a oferta restrita manteve a liquidez baixa, com indicações entre R$ 57,00 e R$ 65,00 por saca. A média estadual subiu 0,24% na semana, para R$ 59,02. Em Santa Catarina, compradores indicam cerca de R$ 55,00, enquanto vendedores pedem valores próximos de R$ 60,00, diferença que limita os negócios.
No Paraná, o clima seco acelerou a colheita da segunda safra, que alcançou 29% da área. As lavouras têm 81% das áreas em boas condições, 13% em situação média e 6% em condição ruim. Mesmo assim, a comercialização segue pontual, com indicações próximas de R$ 60,00 e demanda ao redor de R$ 55,00 CIF.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 47,57 e R$ 50,00 por saca. A indústria de bioenergia ajuda a absorver parte da oferta, enquanto compradores aguardam maior avanço da colheita antes de ampliar as aquisições.