Na CBOT, o contrato de agosto avançou 1,11%
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado da soja encerrou a quarta-feira em alta no exterior e com valorização nas principais praças brasileiras, apoiado pelo avanço do petróleo, pelo clima nos Estados Unidos e pela firmeza dos portos. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados em Chicago subiram com compras técnicas, sustentação do óleo de soja e previsões de calor acima da média e chuvas abaixo do normal no Meio-Oeste americano, em uma fase importante das lavouras.
Na CBOT, o contrato de agosto avançou 1,11%, para US$ 12,33 por bushel, enquanto setembro ganhou 1,28%, a US$ 12,26. O farelo de soja para agosto subiu 1,50%, para US$ 331,60 por tonelada curta, e o óleo teve alta de 1,59%, a 75,48 centavos de dólar por libra-peso. A valorização do petróleo também reforçou a demanda ligada aos biocombustíveis.
No Brasil, a Anec reduziu em 1,9% a estimativa de exportações de soja em julho, agora calculada em 13,5 milhões de toneladas. Nos estados, os preços acompanharam o movimento positivo, mas com diferenças regionais. No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande chegou a R$ 147 por saca, alta de 2,08%, enquanto a produção estadual foi confirmada em 19 milhões de toneladas, 11,3% abaixo da projeção inicial.
Santa Catarina também teve destaque no porto de São Francisco do Sul, a R$ 147 por saca. No Paraná, a valorização acumulada em julho superou 7%, com Paranaguá a R$ 146,50. Em Mato Grosso do Sul, as altas chegaram a R$ 2 por saca, enquanto Mato Grosso registrou avanço de até 3,17% em Rondonópolis.
Apesar da melhora nas cotações, os custos de frete seguem pressionados pelo diesel, e a chegada do milho safrinha aumenta a disputa por espaço nos armazéns. Em Mato Grosso, a infestação de percevejos elevou a cautela com a qualidade das sementes do próximo ciclo.