O contrato de setembro de 2026 fechou a R$ 70,75
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado brasileiro de milho encerrou a quinta-feira com avanço nos contratos futuros e negociações ainda seletivas no físico. Segundo a TF Agroeconômica, os vencimentos de 2027 na B3 superaram R$ 77,00 por saca, enquanto setembro voltou a operar acima de R$ 70,00.
O contrato de setembro de 2026 fechou a R$ 70,75, alta de R$ 0,64 no dia e de R$ 2,35 na semana. Novembro terminou em R$ 74,75, com ganho diário de R$ 0,65 e semanal de R$ 2,59, enquanto janeiro de 2027 alcançou R$ 77,40, avanço de R$ 0,82 no pregão e de R$ 2,93 na semana. O movimento foi favorecido por oportunidades de fixação de preços, necessidade de espaço nos silos e demanda externa ativa. A média Cepea subiu 3,48% em sete dias, e a Anec elevou para 3,70 milhões de toneladas a estimativa de exportação em julho, aumento de 7,6% sobre a semana anterior.
No Rio Grande do Sul, a oferta gradual e a firmeza dos produtores sustentaram preços entre R$ 57 e R$ 65 por saca, com média estadual de R$ 59,04. A demanda da cadeia pecuária absorveu parte do cereal disponível. A correção do Zarc também restabeleceu janelas de plantio de agosto em municípios do noroeste. Em Santa Catarina, a distância entre pedidos próximos de R$ 60 e ofertas ao redor de R$ 55 manteve a liquidez reduzida.
No Paraná, a colheita da segunda safra chegou a 29% da área, ampliando a expectativa de oferta. As lavouras tinham 81% das áreas em boas condições, 13% em situação média e 6% em condição ruim. Os preços variaram entre R$ 50,35 no Oeste e R$ 60,09 no Centro Oriental. Já em Mato Grosso do Sul, as cotações ficaram entre R$ 47,57 e R$ 50, com a indústria de bioenergia absorvendo parte do volume e limitando uma pressão maior sobre os preços.