No Brasil, os preços seguiram sustentados em diferentes regiões
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado da soja encerrou a quinta-feira com cotações firmes no Brasil e desempenho misto em Chicago, em meio à influência do petróleo, do clima e do ritmo das exportações. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa na CBOT tiveram leves ganhos nos vencimentos mais próximos, enquanto o farelo recuou e o óleo avançou.
O contrato de agosto subiu 0,36%, para US$ 12,3750 por bushel, e o de setembro ganhou 0,41%, a US$ 12,31. O suporte veio da alta do petróleo, pressionado pelos conflitos no Oriente Médio e pelo bloqueio no Estreito de Ormuz. No campo, o tempo quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos ampliou a preocupação com a nova safra, com 18% da área sob algum grau de seca.
As vendas externas da safra 2025/26 somaram 56,4 mil toneladas, queda de 70% na semana. Para 2026/27, os compromissos chegaram a 1,54 milhão de toneladas, com pouco mais de 1 milhão adquirido pela China.
No Brasil, os preços seguiram sustentados em diferentes regiões. No Rio Grande do Sul, a retenção dos produtores e a menor oferta imediata favoreceram as cotações, mas as chuvas intensas em Carazinho prejudicaram o escoamento. O porto de Rio Grande registrou R$ 147 por saca.
Em Santa Catarina, o mercado acompanhou a alta regional, com São Francisco do Sul também a R$ 147. No Paraná, a demanda para exportação e o subsídio ao diesel ajudaram a manter a liquidez, enquanto Paranaguá chegou a R$ 147. Mato Grosso do Sul teve negócios cadenciados, preocupação com a queda de 21% no crédito rural e preços entre R$ 126 e R$ 129. Em Mato Grosso, as cotações ficaram firmes, mas a projeção de alta de 3,35% no custo da próxima safra elevou a cautela dos produtores.