No acumulado semanal, as altas variaram de 2,4% a 3%
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho encerrou a semana com valorização nos contratos futuros, apesar do recuo registrado na sexta-feira. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço da colheita aumentou o fluxo de negociações e deu mais liquidez ao mercado físico, favorecendo a atuação na B3.
No acumulado semanal, as altas variaram de 2,4% a 3%, conforme o vencimento. O contrato de setembro de 2026 fechou a R$ 70,58, com baixa diária de R$ 0,17 e ganho de R$ 1,66 na semana. Novembro de 2026 terminou a R$ 74,90, alta de R$ 0,15 no dia e de R$ 2,14 na semana. Janeiro de 2027 ficou em R$ 77,30, queda diária de R$ 0,10 e avanço semanal de R$ 2,23. A média Cepea subiu 1,23% no período, enquanto a B3 avançou 2,41% para setembro e 2,94% para dezembro. Em Chicago, as altas foram de 4,38% e 4,28%, e o dólar caiu 0,59%.
Nos estados, o cenário segue marcado por baixa liquidez e compras pontuais. No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 57,00 a R$ 65,00 por saca, com produtores restringindo vendas. Em Santa Catarina, vendedores pedem cerca de R$ 60,00, enquanto compradores indicam R$ 55,00. No Paraná, a diferença de preços também limita negócios, embora a colheita da safrinha tenda a ampliar a oferta. Consumidores continuam adquirindo apenas volumes necessários para reposição e acompanham a entrada da produção.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam de R$ 47,57 a R$ 50,00 por saca, com a demanda da bioenergia ajudando a absorver parte da produção. Em Goiás, os preços ficam entre R$ 48,78 e R$ 51,81, mas a entrada gradual da safra aumenta a disponibilidade e pressiona o mercado. A liquidez ainda depende de exportações mais ativas e de maior demanda interna.