Na B3, os dois primeiros vencimentos recuaram
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho apresentou comportamento misto nesta quarta-feira, com ajustes pontuais nos contratos futuros e baixa liquidez em importantes praças do país. Segundo a TF Agroeconômica, os agentes passaram a acompanhar com mais atenção a disputa entre a demanda interna e o programa de exportação, enquanto o atraso da colheita em relação ao ano passado e à média histórica segue dando sustentação aos preços da safrinha.
Na B3, os dois primeiros vencimentos recuaram, enquanto os contratos mais longos avançaram. Setembro de 2026 fechou a R$ 70,01, com queda diária de R$ 0,28. Novembro terminou em R$ 74,88, baixa de R$ 0,48 no dia, mas alta de R$ 0,78 na semana. Janeiro de 2027 encerrou a R$ 77,94, avanço de R$ 0,12 na sessão e de R$ 1,36 na semana.
No Rio Grande do Sul, as indicações variaram entre R$ 57,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 59,04. A oferta limitada, a postura firme dos vendedores e a expectativa de exportações mais aquecidas reduziram a pressão da colheita. Em Santa Catarina, referências próximas de R$ 60,00 e demanda ao redor de R$ 55,00 mantiveram os negócios restritos.
No Paraná, a colheita da segunda safra alcançou 38% da área, com 81% das lavouras em boas condições. As negociações continuaram pontuais, com indicações perto de R$ 60,00 e demanda em torno de R$ 55,00 CIF. Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficaram entre R$ 48,00 e R$ 50,05, enquanto a indústria de bioenergia ajudou a absorver parte da nova oferta e a conter maior pressão sobre os preços. As informações foram divulgadas no dia de hoje pela consultoria.