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04-08-2026

Boi gordo mantém firmeza no início de agosto

O mercado do boi gordo começou agosto com estabilidade nas principais praças pecuárias do país, refletindo o comportamento típico do início da semana, quando frigoríficos e pecuaristas realizam um volume menor de negociações. Em São Paulo, as escalas de abate seguem confortáveis, em média de seis dias, enquanto a expectativa de aumento do consumo interno continua oferecendo sustentação aos preços da arroba.

As informações mais recentes apontam que o mercado físico permanece equilibrado, sem pressão significativa para quedas, mesmo com um ritmo moderado de compras por parte das indústrias. O cenário também é favorecido pela oferta controlada de animais terminados e pela perspectiva de fortalecimento das vendas de carne bovina no varejo durante a primeira quinzena de agosto.

Mercado físico segue estável no início da semana

Segundo a Scot Consultoria, a estabilidade observada nesta segunda-feira acompanha um padrão comum para o começo da semana, período em que frigoríficos costumam atuar com maior cautela nas negociações.

As escalas de abate permanecem, em média, em seis dias, indicando um abastecimento considerado confortável, mas ainda insuficiente para provocar pressão baixista consistente sobre a arroba.

O equilíbrio entre oferta e demanda mantém o mercado físico sustentado, enquanto agentes acompanham o comportamento do consumo doméstico e das exportações ao longo do mês.

Contrato de julho da B3 encerra acima de R$ 346 por arroba

Outro destaque do mercado foi a liquidação do contrato futuro do boi gordo com vencimento em julho de 2026 (BGIN26), realizada no último dia útil do mês.

O vencimento encerrou cotado a R$ 346,02 por arroba na B3. No mesmo período, o indicador do Cepea registrou R$ 346,56 por arroba, enquanto o indicador da Scot Consultoria apontou R$ 347,41 por arroba, considerando a média móvel dos últimos cinco dias.

Os números reforçam a convergência entre mercado físico e mercado futuro, mostrando que os preços seguem próximos dos patamares negociados pelas principais referências nacionais.

Atacado ganha força com reposição de estoques

No mercado atacadista, o desempenho foi mais positivo ao longo da última semana.

Após um início mais lento nas vendas, o varejo intensificou as compras para recompor estoques, movimento que elevou a demanda por carne bovina e reduziu a disponibilidade de produto.

Como consequência, as carcaças registraram valorização:

  • Carcaça casada do boi capão: alta de 2,4%, para R$ 23,70/kg;
  • Carcaça do boi inteiro: alta de 2%, para R$ 23,20/kg;
  • Carcaça da vaca: alta de 2,3%, para R$ 22,65/kg;
  • Carcaça da novilha: alta de 2%, para R$ 22,70/kg.

A expectativa do setor é que esse movimento continue durante os próximos dias, impulsionado pelo pagamento dos salários e pela aproximação do Dia dos Pais, período tradicionalmente marcado pelo aumento das vendas de carnes para o consumo doméstico.

Frango e suíno seguem trajetória oposta

Enquanto a carne bovina apresenta recuperação no atacado, as proteínas concorrentes registraram recuo nos preços.

O frango médio caiu 1,6%, sendo negociado a R$ 6,10 por quilo, enquanto o suíno especial recuou 2,5%, para R$ 7,70 por quilo.

Segundo a Scot Consultoria, o comportamento evidencia uma dinâmica distinta entre os segmentos, com a carne bovina sendo favorecida pelo aumento da demanda e pela menor disponibilidade de produto.

Perspectivas para o mercado do boi gordo

O mercado inicia agosto com viés de sustentação para a arroba. A combinação entre oferta relativamente ajustada, reposição dos estoques no atacado, pagamento dos salários e expectativa de maior consumo durante o período do Dia dos Pais tende a favorecer a manutenção dos preços no curto prazo.

Além disso, operadores acompanham atentamente o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina e dos contratos futuros na B3, fatores que poderão definir o ritmo das negociações ao longo das próximas semanas. Os indicadores de referência continuam mostrando a arroba próxima de R$ 346 a R$ 347, reforçando um ambiente de estabilidade para o mercado pecuário brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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