No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 58,00 a R$ 63,00 por saca
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho iniciou a semana com valorização nos contratos futuros e negociações ainda limitadas em importantes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, o milho negociado na B3 fechou em alta na segunda-feira, acompanhando a valorização do dólar, movimento que tende a estimular as vendas dos produtores.
Na bolsa, o contrato setembro/26 encerrou a R$ 69,87 por saca, alta de R$ 1,05 no dia e de R$ 1,13 na semana. Novembro/26 fechou a R$ 74,60, avanço diário de R$ 1,00, enquanto janeiro/27 terminou a R$ 77,20, com ganho de R$ 0,49. O cenário segue marcado por liquidez restrita, com consumidores cautelosos e produtores limitando ofertas. Conforme o Cepea, os embarques brasileiros continuam abaixo dos níveis do mesmo período de 2025, em meio ao atraso da colheita e aos baixos valores praticados nos portos.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 58,00 a R$ 63,00 por saca, com média estadual de R$ 59,26. As exportações ganharam ritmo no início de agosto, mas os negócios internos continuam pontuais. Em Santa Catarina, a referência próxima de R$ 60,00 contrasta com demanda ao redor de R$ 55,00, mantendo baixa liquidez.
No Paraná, a colheita da segunda safra chegou a 52% da área, abaixo dos 75% registrados no mesmo período de 2025. As negociações avançam gradualmente, com preços ao produtor variando entre R$ 53,14 no Oeste e R$ 66,71 no Norte Central. Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficam entre R$ 48,00 e R$ 50,00, enquanto a indústria de bioenergia ajuda a absorver parte da oferta. A colheita estadual atingiu 47%, ainda abaixo dos 59% de um ano antes, após chuvas reduzirem o ritmo dos trabalhos.