No trigo, a Ucrânia reduziu sua estimativa de exportação de grãos
Agrolink - Leonardo Gottems
Os mercados agrícolas iniciam esta terça-feira com atenção voltada às expectativas de oferta, estoques, exportações e às condições das lavouras nos principais países produtores. Segundo a TF Agroeconômica, trigo, soja e milho apresentam fatores distintos de pressão, enquanto os investidores aguardam novos dados capazes de definir a direção das cotações.
No trigo, a Ucrânia reduziu sua estimativa de exportação de grãos para uma faixa entre 38 milhões e 40 milhões de toneladas, abaixo dos 43 milhões previstos anteriormente. A nova projeção inclui cerca de 13,5 milhões de toneladas de trigo, 24 milhões de toneladas de milho e 1,5 milhão de toneladas de cevada. O país também avalia alternativas logísticas, entre elas o transporte ferroviário pela Moldávia até o porto romeno de Constança, com possibilidade de fretes menores.
Na soja, os preços registraram leve alta em Chicago durante a sessão noturna, mas o mercado permaneceu cauteloso antes do novo relatório do USDA. A atenção está concentrada principalmente na área plantada nos Estados Unidos, além dos estoques e das exportações. O farelo mantém estrutura considerada fraca, com suporte próximo de US$ 305 por tonelada curta em outubro, enquanto o óleo apresentou melhora nos indicadores diários.
O milho também começou o dia em leve alta em Chicago. O mercado espera uma pequena redução nas previsões de produção e estoque final dos Estados Unidos, enquanto problemas na União Europeia e incertezas sobre a capacidade de exportação da Ucrânia sustentam as cotações. Por outro lado, a previsão de chuva no cinturão produtor norte-americano limita os ganhos. No Brasil, a Conab apontou avanço da colheita da safrinha para 78,2% da área.