Na B3, o contrato setembro/26 fechou a R$ 69,81
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho encerrou a terça-feira com movimentos mistos, refletindo forças opostas no câmbio, nas bolsas e no avanço da colheita. Segundo a TF Agroeconômica, a alta do dólar e a queda de Chicago pressionaram as cotações da B3 em direções contrárias, enquanto o atraso na colheita do milho safrinha e a expectativa de exportações deram algum suporte aos preços.
Na B3, o contrato setembro/26 fechou a R$ 69,81, com queda de R$ 0,06 no dia e alta de R$ 1,24 na semana. Novembro/26 terminou em R$ 74,70, avanço diário de R$ 0,10 e semanal de R$ 1,40, enquanto janeiro/27 caiu R$ 0,07, para R$ 77,13, acumulando ganho de R$ 0,65 na semana. A estimativa de 5 milhões de toneladas exportadas em agosto, 27% acima da projeção anterior da Anec, reforçou a atenção sobre a demanda externa.
No Rio Grande do Sul, os negócios seguem restritos, com indicações entre R$ 58 e R$ 63 por saca e média estadual de R$ 59,26. Em Santa Catarina, vendedores mantêm referências próximas de R$ 60, enquanto compradores indicam cerca de R$ 55, limitando os fechamentos.
No Paraná, a comercialização avança de forma gradual, também com referências próximas de R$ 60 e demanda em torno de R$ 55 CIF. A colheita da segunda safra alcançou 52% da área, com produtividades elevadas, embora chuvas e umidade tenham provocado acamamento em algumas áreas.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 48 e R$ 50 por saca. A colheita chegou a 47% da área e perdeu ritmo com as chuvas, principalmente na faixa de fronteira com o Paraguai. A indústria de bioenergia segue absorvendo parte da oferta e ajuda a reduzir a pressão sobre os preços.