Segunda-Feira, 17 de Setembro, 2026 Acesse nosso Instagram
17-08-2026

Preço do feijão carioca dispara 96,8% em 2026

O preço do feijão carioca disparou 96,8% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O movimento coloca a variedade entre os principais responsáveis pela pressão sobre os preços do feijão no varejo brasileiro.

Ao mesmo tempo, outras variedades apresentaram comportamento completamente diferente. O feijão jalo, por exemplo, acumulou queda de 28,1%, enquanto o vermelho recuou 17,6%.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela VR a partir de notas fiscais de compras efetivamente realizadas por consumidores que utilizam o SuperApp da empresa.

O resultado evidencia que não existe um único comportamento para o mercado de feijão. Sazonalidade, oferta, demanda, características do produto e preferência dos consumidores influenciam de maneira diferente cada variedade.

Preço do feijão preto também sobe

O feijão preto apresentou alta de 18,1% no acumulado de janeiro a julho de 2026, passando de preço médio de R$ 7,91 no mesmo período de 2025 para R$ 9,34.

Outras variedades tiveram movimentos mais moderados.

O feijão rajado avançou 3,6%, enquanto o branco subiu 6,8%. Já o grupo classificado como indeterminado registrou alta de 15,3%.

Na direção oposta, além do jalo e do vermelho, houve pequenas quedas nos preços médios do rosinha, bolinha e mulatinho.

O rosinha recuou 1,7%, o bolinha caiu 1,1% e o mulatinho teve baixa de 1%.

Alta do carioca foi concentrada no início do ano

A série histórica analisada pela VR mostra que o avanço expressivo do preço do feijão carioca foi influenciado por um pico registrado no início de 2026.

Em janeiro, o preço médio chegou a R$ 27,50, contra R$ 8,86 em dezembro de 2025.

No mês seguinte, porém, o valor recuou para R$ 9,59, indicando que o movimento de janeiro foi pontual e não representou uma trajetória contínua de alta ao longo do semestre.

O feijão preto também apresentou comportamento semelhante. Em janeiro, o preço médio atingiu R$ 12,78, ante R$ 6,83 em dezembro de 2025.

A forte oscilação reforça a importância de analisar a evolução dos preços mês a mês, além do acumulado do ano.

Feijão carioca fica 54,5% mais caro em julho

Na comparação direta entre julho de 2025 e julho de 2026, o feijão carioca também apresentou uma alta significativa.

O preço médio passou de R$ 8,24 para R$ 12,73 por embalagem de 1 quilo, avanço de 54,5% em um ano.

O feijão preto teve alta de 35,4%, passando de R$ 6,67 para R$ 9,03.

Também registraram aumentos expressivos no período o feijão jalo, com avanço de 27,9%, e o rajado, que subiu 27,1%.

O grupo de feijões classificados como indeterminados teve alta de 40,6%.

Algumas variedades de feijão ficaram mais baratas

O comportamento dos preços foi bastante diferente entre as variedades.

O feijão rosinha apresentou a maior queda na comparação anual de julho, com recuo de 41%, passando de R$ 11,85 para R$ 6,99.

O bolinha caiu 28,2%, enquanto o mulatinho teve redução de 10,3%.

O feijão vermelho também ficou mais barato, com queda de 6%, de R$ 10,75 para R$ 10,11.

Já o branco praticamente manteve estabilidade, com leve alta de 0,8%, de R$ 6,51 para R$ 6,56.

Levantamento usa inteligência artificial para identificar variedades

A análise da VR foi realizada com base em notas fiscais enviadas por trabalhadores que utilizam o SuperApp da empresa.

Para identificar os produtos adquiridos, a companhia utiliza tecnologia de inteligência artificial associada ao código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul).

O sistema permite diferenciar as principais categorias de feijão comercializadas no varejo, incluindo carioca, preto, jalo, rajado, vermelho, branco, rosinha, bolinha e mulatinho.

Segundo a empresa, o método permite acompanhar os preços com base nas compras efetivamente realizadas pelos consumidores.

Embalagens diferentes exigem cuidado na comparação

A VR destaca que os preços analisados correspondem ao valor médio por embalagem dentro de cada categoria identificada pela NCM.

Essa característica é importante porque as variedades de feijão não são necessariamente comercializadas no mesmo tamanho de embalagem.

Os feijões carioca e preto são vendidos predominantemente em pacotes de 1 quilo, enquanto outras variedades costumam aparecer em embalagens de 500 gramas.

Por isso, a análise compara produtos dentro da mesma classificação, evitando distorções provocadas simplesmente pela diferença no tamanho das embalagens.

Mercado de feijão mostra comportamento desigual

Para Cássio Carvalho, diretor-executivo da VR, os números mostram que o mercado precisa ser analisado de forma segmentada.

Segundo o executivo, embora o consumidor normalmente se refira ao “preço do feijão” de maneira geral, cada variedade apresenta uma dinâmica própria de oferta e demanda.

A análise detalhada das compras permite identificar essas diferenças e acompanhar com maior precisão o comportamento dos preços no varejo.

Preços do feijão exigem análise por variedade

O levantamento mostra que o mercado brasileiro de feijão atravessa 2026 com forte dispersão entre os preços das diferentes variedades.

O feijão carioca se destaca pela valorização acumulada de 96,8%, enquanto o preto também registra alta relevante. Em contrapartida, variedades como jalo e vermelho apresentam quedas no acumulado de janeiro a julho.

Esse comportamento reforça que fatores como oferta, demanda, sazonalidade e preferência do consumidor podem produzir movimentos muito diferentes dentro de uma mesma categoria de alimento.

Para consumidores, varejistas e agentes da cadeia produtiva, acompanhar os preços por variedade oferece uma visão mais precisa do mercado e ajuda a entender por que o custo do feijão pode variar significativamente de acordo com o tipo escolhido.

Fonte: Portal do Agronegócio

Veja Mais
Dólar abre em queda, mas mercado segue pressionado ...
Etanol de milho ganha espaço no Brasil...
Açúcar recua nas bolsas, mas termina semana com forte valoriza...
IBC-Br recuou 0,6% em junho, diz Banco Central...
Café: Vietnã acelera exportações, Índia ganha espaço e Indo...
Soja sobe no Brasil com dólar forte e procura aquecida...
Feijão carioca fica mais barato em agosto...
Milho fecha semana em alta e carrego exige atenção...
EUA reduz estoques de milho e cenário pode favorecer preços em ...
Frango e ovos: exportações ganham força...
Mais vistos